
Procedimentos estéticos com PMMA voltaram ao centro das discussões após a repórter Juliane Massaoka, do programa Mais Você, revelar complicações de saúde relacionadas ao uso da substância.
Utilizado principalmente em preenchimentos corporais, como nos glúteos, o polimetilmetacrilato é considerado um material definitivo e pode trazer riscos importantes ao organismo.
Segundo o cirurgião plástico Fernando Amato, o principal problema do PMMA é justamente o fato de ele não ser absorvido pelo corpo.
“Os preenchedores definitivos, como é o caso do PMMA, por serem substâncias estranhas ao corpo, podem causar formação de biofilme e inflamação local crônica, além de aumentar a possibilidade de infecção, que, se não tratada adequadamente, pode levar a complicações mais graves”, explica Dr. Fernando.
De acordo com o especialista, o organismo pode reagir ao produto por meio de um processo inflamatório contínuo. Em alguns casos, essa resposta do corpo aumenta a produção de uma enzima ligada à conversão da vitamina D, o que pode provocar alterações nos níveis de cálcio no sangue.
“O excesso de cálcio pode interferir no funcionamento adequado dos rins, com formação de cálculos, podendo evoluir até para a insuficiência renal”, alerta o médico.
O especialista também chama atenção para o uso indiscriminado de suplementos vitamínicos por pacientes que passaram por esse tipo de procedimento.
Segundo ele, vitaminas não devem ser consumidas sem acompanhamento profissional, especialmente em situações que envolvam substâncias permanentes no organismo.
“Caso a pessoa decida fazer procedimento de preenchimento, converse com o cirurgião plástico, informe sobre todas as medicações que estão em uso, inclusive as vitaminas”, orienta Dr. Fernando Amato.
O PMMA é autorizado em situações específicas e em pequenas quantidades pela A gência Nacional de Vigilância Sanitária, mas o uso para fins estéticos ainda gera debates entre especialistas devido às possíveis complicações a longo prazo.