
A procura pela depilação a laser tem crescido no Brasil, impulsionada pela praticidade e pela promessa de resultados mais duradouros em comparação a métodos como lâmina e cera.
No entanto, quando o assunto é pele negra, especialistas reforçam a necessidade de cuidados específicos antes de iniciar o procedimento.
Apesar da popularização, ainda circulam dúvidas e informações equivocadas, principalmente nas redes sociais, sobre possíveis riscos do laser em peles mais escuras.
Entre os mitos mais comuns estão a ideia de que o tratamento sempre causa dor intensa ou pode provocar queimaduras.
Segundo a coordenadora técnica Tálona Nayla de Marco, da rede LypeDepyl, o primeiro passo para um procedimento seguro é a avaliação individual.
“Antes de qualquer sessão, é fundamental identificar o fototipo de pele, uma classificação que considera o tom da pele e a forma como ela reage ao sol”, explica.
Os fototipos variam do I ao VI, sendo que as peles negras geralmente se enquadram entre os níveis IV, V e VI, com maior presença de melanina. De acordo com a especialista, isso não impede a realização do procedimento, mas exige ajustes.
“Isso não impede o uso do laser, mas exige ajustes específicos no tipo de equipamento, na intensidade e nos intervalos das sessões para reduzir o risco de escurecimentos e sensibilizações”, orienta.
A escolha da tecnologia também é determinante para a segurança. Equipamentos mais modernos conseguem direcionar melhor a energia ao folículo piloso, reduzindo o impacto na superfície da pele.
“O objetivo é tratar o pelo sem estimular excessivamente a melanina, diminuindo o risco de queimaduras ou alterações no tom”, pontua.
Outro fator importante está nos cuidados antes e depois das sessões. Evitar exposição solar, interromper o uso de produtos irritantes e manter a pele hidratada ajudam a reduzir possíveis reações.
“Essas orientações reduzem o risco de desconfortos após o tratamento”, conclui.