A presidente do México, Claudia Sheinbaum, fez história nesta segunda-feira (15) ao se tornar a primeira mulher a conduzir o tradicional “Grito de Dolores”, marco das comemorações da independência do país.
Da sacada do Palácio Nacional, diante de milhares de pessoas no Zócalo, na Cidade do México, Claudia Sheinbaum iniciou a cerimônia com o grito de “¡Viva la Independencia!”, seguido das saudações aos heróis e heroínas da luta.
Foram lembrados nomes como o padre Miguel Hidalgo, além de figuras femininas como Josefa Ortiz de Domínguez, Manuela Medina e Gertrudis Bocanegra.
A presidente também homenageou as “ heroínas anônimas, as mulheres indígenas” e os “irmãos e irmãs migrantes”, ampliando o tributo aos grupos que participaram da construção da história nacional.
Em seu discurso, destacou valores como dignidade, liberdade, igualdade, democracia, justiça e soberania. A celebração terminou com três fortes “¡Viva México!”, o hasteamento da bandeira e o toque do Sino de Dolores, em referência ao momento que, em 1810, marcou o início da luta pela independência.
A presença de Claudia no ato inaugurou um capítulo inédito: em 215 anos, a cerimônia havia sido liderada apenas por homens, 65 presidentes ao todo. O evento também marcou sua estreia oficial nas festividades nacionais desde que assumiu o cargo.