Karissa Bodnar, fundadora da startup de beleza Thrive Causemetics, foi acusada nos Estados Unidos de liderar um esquema de fraude que movimentou mais de US$ 300 milhões (R$ 1,6 bilhão de reais) . A denúncia foi apresentada nesta semana por promotores federais, que afirmam que a empresária enganou investidores ao inflar receitas, falsificar documentos e criar contratos fictícios com grandes varejistas.
A acusação foi divulgada pela agência Bloomberg . Segundo os promotores, Bodnar e outros envolvidos mentiram sobre vendas da marca e sobre parcerias com empresas como Target e Ulta Beauty, que jamais foram formalizadas. O esquema teria começado em 2018, quando a Thrive buscava expandir operações e atrair investidores.
Investidores receberam relatórios falsos
De acordo com o processo, os investidores receberam relatórios com dados financeiros manipulados, que apontavam crescimento acelerado da empresa e retorno garantido. Em alguns casos, foram apresentados contratos com grandes redes que nunca existiram. As investigações mostram que milhões de dólares foram levantados com base nessas informações falsas.
A procuradora federal Breon Peace afirmou que o caso “ é um lembrete de que o setor de startups não está imune a fraudes sofisticadas ”. Segundo ela, a fundadora explorou a imagem da marca como ética e socialmente responsável para conquistar a confiança do mercado.
A Thrive Causemetics ficou conhecida por adotar o modelo “ compra e doe ”, em que a cada produto vendido, outro era doado a mulheres em situação de vulnerabilidade. A empresa ganhou destaque nas redes sociais e atraiu celebridades como Meghan Markle e Oprah Winfrey como apoiadoras.
Defesa nega irregularidades e fala em mal-entendido
A defesa de Karissa Bodnar negou as acusações e disse que “ nenhuma das ações foi feita com intenção de enganar ”. Em nota, os advogados afirmam que os documentos mencionados foram “ mal interpretados ” e que os contratos com varejistas estavam em negociação, mas não foram formalmente anunciados.
A startup ainda não se pronunciou oficialmente. Segundo a Bloomberg , Bodnar poderá responder em liberdade mediante pagamento de fiança milionária, mas corre o risco de enfrentar pena de até 25 anos de prisão se for condenada.