Barbara e Vinicius foram levados para a delegacia após uma denúncia de maus tratos e cárcere privado
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Barbara e Vinicius foram levados para a delegacia após uma denúncia de maus tratos e cárcere privado


Uma denúncia de maus tratos e cárcere privado de crianças (com idades entre 12 e 3 anos) tem repercutido nas redes sociais nos últimos dias. No bairro Irmãos Fernandes, em Barra de São Francisco, Espírito Santo, Barbara Souza de Almeida e Vinicius Alves foram presos após serem denunciados pela diretora do colégio da filha mais velha do casal.

De acordo com o processo judicial, a diretora teria entrado em contato com o pai de Karen (9), informando-o que ela precisava comparecer à escola para realizar uma prova presencial. O responsável resistiu, mas acabou levando a filha e ficou ao lado dela a todo momento. Karen estava com uma aparência raquítica e nitidamente desnutrida. Durante a prova a criança olhava constantemente para o pai, parecendo estar com medo. 


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O processo ressalta ainda que quando os professores fizeram perguntas a Karen, ela respondeu de modo que parecia ensaiado. Quando conseguiu uma reunião privada com a aluna, a diretora notou que a criança parecia estar sofrendo pressão psicológica e mal conseguia ficar em pé. O Conselho Tutelar foi acionado e policiais militares acompanharam os conselheiros até a residência do casal. 

Na casa, os policiais e os conselheiros constataram que havia muita sujeira e fezes de animais pela residência, aparentando falta de higiene há dias. As crianças e adolescentes presentes no local, contaram aos policiais que só ficavam em casa e estavam há dias sem se alimentar. Eles foram socorridos e os responsáveis levados à delegacia. 

A médica que atendeu as crianças disse que elas apresentavam sinais de cativeiro, como unhas grandes e sujas, piolho e dentes podres. Ela acrescentou ainda que os policiais lhe informaram que Ethan (3), uma das crianças, portador de autismo, foi encontrado comendo pedaços de fezes de cachorro quando chegaram à residência. As irmãs dele, Karen e Sofia (12), correram para limpar em uma tentativa de fazer com que os policiais não percebessem.

Outra das crianças, Aillen (6), informou ainda que não comida há mais de uma semana. Ela disse que quando chorava de fome, a mãe lhe colocava no quarto dos fundos de castigo, chamando-a de feia e dizendo que não gostava de crianças barulhentas. 

Barbara usava as redes sociais para pedir ajuda financeira e recebia ajuda de muitas pessoas, que a apoiavam com valores simbólicos. Ela e o companheiro já foram liberados, de acordo com o processo que corre em segredo de justiça. Ainda não se sabe se o casal tentará ou não reaver a guarda das crianças.

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