Os desafios da adolescência

Como tratar assuntos como sexo, drogas, vida escolar e profissão? Especialistas e mães compartilham orientações e experiências

Renata Losso, especial para o iG São Paulo | 25/05/2011 09:20

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Foto: Alexandre Carvalho/Fotoarena Ampliar

Mariângela e o filho João, de 15 anos: acompanhamento e caronas para as festinhas

Depois de noites maldormidas porque seu filho queria mamar ou fez xixi na cama, chega a adolescência e os motivos das noites maldormidas são substituídos: preocupar-se com o paradeiro dele ou buscá-lo em festinhas durante a madrugada são alguns. Pelo menos é o que a agente de viagens Mariângela Pinto Ferreira, de 50 anos, faz atualmente por seu filho João, de 15: ela prefere levá-lo e buscá-lo nas festas para, entre outros motivos, estar mais próxima a ele. Esta proximidade, nesta fase, é mais necessária do que alguns pais podem imaginar. E deve estar permeada de conversas e esclarecimentos.


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As alterações físicas e comportamentais da adolescência aumentam as possibilidades de conflitos entre pais e filhos dentro de casa e, além disso, podem deixar os pais tão preocupados a ponto de não saberem como agir. Com a exposição e proximidade dos adolescentes ao sexo e às drogas, circunstâncias que amedrontam a maioria dos pais, além das diversas dificuldades potenciais do ambiente escolar e das relações sociais, orientar e educar os filhos já jovens parece um trabalho ainda mais árduo do que criá-lo através da infância. Mas não é. Um dos princípios a serem seguidos é o exemplificado por Mariângela: estar realmente ao lado.

Segundo o médico hebiatra Maurício de Souza Lima, vice-presidente do Departamento de Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo, conversar com naturalidade, mesmo sobre assuntos desconfortáveis, é uma das principais atitudes que os pais devem tomar nesta fase da vida do filho. “Muitos pais têm dificuldades com isso, mas é o melhor caminho para ter êxito na criação”, diz. Mas nada de chamar o filho de canto para tratar de “assuntos sérios”. À medida que a criança vai crescendo, os assuntos devem ser naturalmente inseridos na conversa por meio da televisão, das revistas, até mesmo dos vizinhos. De acordo com o médico, aproveitar as informações para emitir opiniões ao filho, mesmo que ele só escute, já é um grande passo.

Para o psicólogo especialista em adolescentes Caio Feijó, estar bem informado sobre a maioria dos assuntos é essencial. “Nas questões relativas a sexo e drogas, por exemplo, pais não tão informados quanto os filhos não conseguem se comunicar”, afirma. Autor dos livros “Pais Competentes, Filhos Brilhantes” (Novo Século Editora) e “Educando Filhos e Alunos (Histórias de Sucesso)” (Ajir Editora), entre outros, ele conta que, sabendo mais que os filhos, os pais ganham o respeito e o interesse dos menores pelos conselhos.

Vamos falar de sexo?


Para a dona de casa Joanisa de Campos Leite Ascava, 51 anos, falar com os seis filhos – Lívia, Caio, Daniel, Luisa, Arthur e Letícia – sobre sexo durante a adolescência não foi algo simples. Por medo de que eles abreviassem a vida sem preocupações típica da fase e tivessem que assumir um filho antes da hora, ela sempre reforçou que, caso isso acontecesse, os filhos assumiriam toda a responsabilidade e a juventude deles chegaria ao fim. Mesmo assim, Joanisa nunca chegou a falar às filhas sobre como evitar uma gravidez: “Na minha cabeça isso não é possível. Não poderia dizer às minhas filhas que não se esquecessem de tomar a pílula, por exemplo”.

Enquanto alertava os filhos para terem cuidado, Joanisa confiava no imenso leque de informações sobre o assunto que eles teriam na escola e presenteou os filhos com livros a respeito do tema. “Os adolescentes vão procurar informações, por curiosidade, fora da escola e de casa. Mas se os pais puderem acrescentar cada vez mais detalhes, conforme percebem que o filho já tem a maturidade necessária para entender, mais fácil será evitar dilemas no futuro”, afirma Caio.

De acordo com Kátia Teixeira, psicóloga especialista em adolescência da Clínica EDAC (Equipe de Diagnóstico e Atendimento Clínico), de São Paulo, ao mesmo tempo em que a sexualidade está exposta abertamente, muitos pais acreditam que falar abertamente sobre o assunto dá aos filhos uma sensação de liberdade para fazer o que quiserem. É uma falsa impressão. “Os pais precisam entender que evitar falar sobre sexo não significa que os filhos não terão contato com o tema”, diz. Conversar a respeito, por outro lado, possibilita ao jovem uma tomada de decisão mais consciente.

Os pais devem enfatizar a necessidade do uso de preservativos sempre: “É preciso informá-los que não é porque o adolescente transou três vezes com uma mesma pessoa que não é mais preciso se proteger”, reforça o hebiatra Mauricio.

Drogas: você fumou maconha, filho?

De acordo com o psicólogo Caio, as drogas costumam estar muito mais presentes na vida dos filhos do que os pais imaginam. “É uma ideia equivocada não falar sobre o assunto e acreditar que eles não entram em contato”, diz. “Parece que os adolescentes não veem nada de mal nisso, tanto como em usar maconha como usar outras drogas que entram no circuito deles”, reforça Mauricio.

A maconha costuma ser a primeira droga ilícita a surgir na vida de um adolescente e, segundo estudo norte-americano, quanto mais cedo for usada, maiores as chances dos jovens terem as funções cerebrais danificadas. Os pais, portanto, devem estar sempre atentos ao comportamento que o filho apresenta. “Eles precisam entender como o filho é, como ele se constituiu. Só assim vão perceber caso as características mudem”, afirma Kátia. Joanisa percebeu quando um de seus filhos estava fumando maconha: “Eu descobri depois de reparar que ele tinha mudado algumas atitudes comuns dele, como a maneira de se vestir”.

De acordo com Kátia, os pais sempre devem falar dos perigos do envolvimento com qualquer tipo de droga. Mas mais essencial é observar a autoestima do filho. “O adolescente está buscando uma identidade e, nessa busca, ele vai encontrar pessoas que lhe atraem de alguma forma, com drogas ou não”. Portanto, ele precisa ter sempre o suporte da família para estar seguro de si.

O que você bebeu na festa?

De acordo com pesquisa realizada pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), três em cada dez adolescentes consumiram álcool pela primeira vez dentro de casa. De acordo com Caio Feijó, pais devem também dar a devida importância para o contato dos filhos com as bebidas. Mariângela encontrou uma abordagem efetiva com o filho João: “Eu falo sobre o que a mulher pode achar de homens que bebem e, quando eu o busco nas festinhas, ele conta que os meninos que beberam não se deram bem com as meninas”.

Chega de computador por hoje

A chamada “Geração Z” costuma ter muito mais intimidade com internet, redes sociais e celulares do que os pais. Sobra aos pais duas atitudes: além de se atualizarem sobre o tema, para entender o filho, eles devem impor limites. “Muitos adolescentes estudam de manhã e não aproveitam o tempo durante a tarde, pois passam horas na frente do computador”, exemplifica Kátia.

Mas nada em exagero faz bem para a saúde e o computador também entra nesse time. “O adolescente terá um preço a pagar se ficar abusando do tempo na internet, por exemplo”, diz o hebiatra Mauricio. Problemas na coluna ou péssimas notas na escola por passar a madrugada mandando mensagens de texto pelo celular para a namorada são algumas das consequências. “Vale estipular quanto tempo seu filho pode passar no computador ou bloquear a possibilidade dele passar a tarde toda em jogos virtuais”, completa.

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Como foi a escola?

O segredo é encontrar uma forma de estar presente nesta área da vida do filho, sem invadi-lo. “O principal a fazer é acompanhar o dia a dia deles”, diz Mauricio. Isso inclui acompanhar as atividades escolares e o comportamento dos filhos dentro da escola. “Hoje pai e mãe trabalham fora e, quando chegam em casa tarde da noite, não querem dar bronca no filho por nada que ele tenha feito. Mas desta forma ele fica perdido e quando chega o fim do ano, ele tem um monte de recuperações”, afirma o médico.

A maior preocupação da gerente de contas Isabela Kauffmann, de 42 anos, são os estudos do filho Lucas, de 17. Ele sempre foi um jovem muito sociável e tranquilo, mas repetiu o 2º colegial no ano passado. A maior dificuldade da mãe atualmente é fazê-lo entender o tempo que ele está perdendo por não se comprometer o bastante com os estudos. “Escuto dos professores que ele simplesmente não presta atenção”, diz a mãe.

Segundo ela, colocar o adolescente de castigo hoje em dia não adianta. Por isso, ela prefere fazer o filho entender, na pele, as consequências dos seus atos. “Eu ia dar uma viagem de intercâmbio para ele se passasse de ano. Não passou, então ficou sem”, explica ela.

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O que você quer ser quando crescer?


Enquanto o filho ainda está decidindo para o que vai prestar, os pais devem manter uma certa distância. “Senão, eles podem influenciar o filho a fazer uma escolha errada”, diz Mauricio. Para Katia, existem vários fatores que podem influenciar e até motivar um adolescente – como seguir realmente a profissão do pai –, mas por ele ainda estar em busca de uma identidade, os pais devem dar chances para que ele se encontre: “Ele pode ficar muito perdido, então os pais podem dar direcionamentos com base nas matérias escolares que ele mais gosta, por exemplo, mas nunca pressioná-los”.

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    24 Comentários |

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    • claudio | 26/05/2011 14:54

      sobre a resp da LI, acho que as confidencias do filho podem se tornar fantasias eroticas p ela e o marido, e como ela foi muiiito repriimida na adolescencia, esta sendo muiito permissiva com o filho, e claro que ele a ache super pra frente.\n e achar que com 16 anos o namoro eh firme........

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    • luci | 26/05/2011 13:57

      tenho um filho de 7 anos e já acho tão dificil educar filhos nos dias de hoje,fico imaginando como vai ser quando ficar mais velho ,já converso sobre tudo com ele menos é claro sobre sexo, porque penso que ainda é cedo ou será que estou errada e já é hora?\nmeu marido apesar de viver junto é um pai ausente em questão de conversas,chama a atenção do filho,da bronca mais na hora de brincar ou conversar não posso contar com ele ,isso me preocupa muito ,meu filho já cobra dele"pai porque você não brinca comigo,o pai de fulano brinca com ele" eu converso com meu marido digo que ele tem que ser pai também na hora de brincar não só na hora de bater ou dar bronca,mais ainda não adiantou,sei que eu que terei de falar com ele de sexo,proteção e tudo que precisar,também não gosto de criar filhos batendo,acho que isso não resolve nada!

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      dan | 31/05/2011 12:29

      Olha sou separada do meu ex-marido a quase 1 ano .\n\nTenho um casal de filhos um menino de 7 e uma menina de 1 ano e meio.\n\nSe vc tem um companheiro que não faz o papel dele paciencia , faça o seu porque ninguem pode dar o que não tem ......Seja, amiga, companheira e não espere uma atitude diferente do seu marido ......ele é assim e ponto. Já que vc ve essa deficiencia na educação que ele passa p/ o seu filho tente suprir do seu modo. E sejam felizes ....\n\nCuido dos meus filhotes sozinha e não vejo a necessidade do pai ....na educação !\n"AS CRIANÇAS CRESCEM E SE TORNAM ADULTOS COM A BASE QUE VC DEU A ELES"\nBj

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    • Nay | 26/05/2011 11:13

      Oi, tenho um filho de 13 anos e sou separada. Converso muito com ele sobre esses assuntos e não é de agora desde os 11 anos quando ele já começava a perguntar algumas coisas. Tudo na medida certa eu procuro sempre encaixar os assuntos, as explicações de acordo a idade dele. Hoje em dia muitos pais não têm tempo de conversar com os filhos ou acham que alguém vai falar sobre esses assuntos. Na educação do meu filho tenho a ajuda de minha mãe que sempre o está acompanhando. Os adolescentes precisam preencher o tempo livre que tem vale aos pais perguntar e incentivar a fazer cursos, matricular em escolinha de futebol, praticar esporte e sempre acompanhar, estar junto incentivando. O que pode ajudar também é eles terem um valor de Deus...uma religião. Agora para muitos a religião está sendo o computador, o vídeo game e os pais dizem se está dentro de casa está livre de todo mal e não é bem assim

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    • PASCHOAL JESUS NAPO | 26/05/2011 11:00

      Tenho 4 netos, um de 9 e três de 12 anos e participo ativamente de suas educações, pois 3 deles vivem em minha casa e o outro, apesar de morar em outro lugar, está em casa todos os dias. Já notei que os 4 garotos (3 meninos e uma menina), estão em uma idade de descobertas, mudaram ha pouco para um novo colegio, e as novas amizades estão influenciando em seus comportamentos, passaram a ficar mais respondões, falam mais palavrôes, enfrentam mais os mais velhos, o que eu acho super errado. Eu estou procurando analizar estas mudanças de seus comportamentos e demonstrar-lhes atravéz de conversas em que eu lhes mostro o que estão fazendo de errado, lhes mostro como estão cada vez mais se tornando adolecentes problemáticos somente para mostrar uns aos outros e aos colegas novos que são os bons, sem se preocuparem com as consequencias de seus atos. Uma frase que eu sempre procuro passar para os meus netos é a seguinte " Se você quer fazer alguma merda por achar engraçado e legal, ante de fazer, PENSE, uma, duas vezes e veja algumas coisas como por exemplo:- Eu gostaria que fizessem isso comigo ? O que esta brincadeira ou comportamento meu irá causar para as pessoas envolvidas ? O que eu terei que assumir se a brincadeira ou comportamento der errado ? Depois de fazer esta análise, e ainda achar que vale a pena correr os riscos, então faça a merda e aguarde firme, assuma sempre as besteiras que fizer, pois assim pelo menos você saberá porque estará sendo castigado. Acho que agindo assim, estou colaborando de alguma forma da formação deles, porém é difícil e temos que torcer para eles terem a conciência de seus atos.

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    • Márcia | 26/05/2011 10:26

      Eu tambem tenho filhos na escola, uma menina de 18 anos que começou a faculdade esse ano, e o menino de 15 anos, esse sim e o meu carma. Ele não gosta de estudar e fala abertamente para nós (pais), tivemos reuniao na escola ontem, as professoras o elogiaram, que e um menino muito educado, conversa muito dentro de sala mas quando e chamado atencao, obedece na hora. Ficamos sabendo tambem, que está de namorico com uma menina da escola, ela na 3ª serie, ele no 9º ano. Fico sem saber o que fazer, já tirei internet, peguei celular, perdeu media em 6 materias, vai fazer recuperacao de 2, se alguem puder me dar uma luz, aceito. Ele é um bom filho, o problema dele e estudar. Já cortei tambem festinhas, e falei com ele, só serão liberadas quando me trouxer boas notas. Estou certa, ou não? Isso é o que não sei.

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      dal | 31/05/2011 12:25

      Essa é uma maneira ....de educar, mais cuidado...\n\nPois adolecentes tendem a enfrentar os pais acham q sabem tudo.\n\nDe responsabilidades a ele , mas mostre que vc tbém confia nele. \nEles nessa idade se sentem os herois em alguns momentos e os vilões em outros saber dosar é fundamental.

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      Yara Maria | 27/05/2011 01:16

      penso que tirar coisas que eles gostam acaba sendo negativo.\n\ndesmotiva,,,,melhor conversar e explicar as vantagens do aprendizado.\n\nmostrar a ele o futuro,o que ele poderá fazer com os diplomas que conseguir.\n\nMas sabe,,,,tem gente que não nasceu para aprender na escola formal,\n\nprefere aprender na vida e acabam se dando bem.\n\nTem deles que depois voltam para o banco de escola,pois descobrem\n\nque diploma abre portas.\n\nDiploma não é garantia de nada,,,mas interesse em ser alguém melhor do que é\n\najuda muito,,,,\n\nBoa sorte.

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    • REJANE | 26/05/2011 10:04

      Gostei da matéria, esclareceu e fortaleceu alguns dos meus pontos de vistas. Crio sozinha meu filho de 16 anos, seu pai sempre foi ausente e eu sempre trabalhei fora. Mas sempre tive uma ótima relação com meu filho, sempre conversamos muito sobre todos os assuntos, estimulando-o a dizer a verdade em qualquer circunstância. Ele sempre entendeu a necessidade de eu trabalhar fora e sempre tivemos tempo de qualidade p/estar juntos. É um ótimo filho, super companheiro, bom aluno, apenas às vezes discordamos sobre o tempo de uso da internet, mas acabamos chegando a um acordo.

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    • Wálner L Monteiro | 26/05/2011 09:05

      Gostaria de sugerir um "Grupo de apoio" a pais, filhos, alunos, professores, famílias, etc; chama-se AMOR EXIGENTE.ORG.BR. Penso que essa maneira de agir, constitui-se nos dias de hoje "a luz no fim do túnel". "AMOR EXIGENTE - PREVENÇÃO ANTES QUE O PIOR ACONTEÇA - TRÊS ATITUDES PARA SE CRIAR UM FILHO: NÃO FAZER POR ELE O QUE ELE MESMO PODE FAZER; CUMPRIR COM O QUE VOCÊ DIZ E FAZER COM QUE ELE SE RESPONSABILIZE PELO QUE ELE FIZER DE ERRADO. POR EXEMPLO: SE VOCÊ É UMA DOMÉSTICA, VOCÊ NÃO PODE SE MATAR DE TRABALHAR PARA DAR ROUPAS DE GRIFE E CELULAR ÚLTIMO TIPO AO SEU FILHO ADOLESCENTE!.... OUTRO EXEMPLO: VOCÊ DIZ AO SEU FILHO ADOLESCENTE QUE NO FINAL DE SEMANA ELE DEVE CHEGAR EM CASA TAL HORA, ELE NÃO CUMPRIU, NO OUTRO FINAL DE SEMANA NÃO SAI DE CASA!... Acho muito "chic" essa filosofia do "AE". Uma Sra. de nome Mara Carvalho tem livros a respeito. Acho que o título é " O que é amor exigente - prevenção antes que o pior aconteça. Era isso pessoal!... Um abraço a todos. AS FAMÍLIAS DEVEM SER AS FABRICANTES DE SAÚDE MENTAL".

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