O diretor de arte Diego Lins usou personagem de HQ e desenhos de sua própria autoria para convencer o filho a ir à escola usando tampão ocular

Diego Lins, 28 anos, diretor de arte de uma agência em João Pessoa, na Paraíba, colocou sua criatividade a serviço da cura do filho. Gabriel, 3 anos, tem hipermetropia. Como não respondeu ao tratamento apenas com óculos, o oftalmologista receitou o uso de tampões no olho direito, por 45 dias, cinco horas por dia. 

Diego com Gabriel no colo: criatividade para ajudar no tratamento do filho
Arquivo pessoal
Diego com Gabriel no colo: criatividade para ajudar no tratamento do filho

Ao saber do diagnóstico, o menino se revoltou. "Ele foi logo tirando os óculos e dizendo para o médico 'não precisa, já estou enxergando tudo'", conta o pai, que também apresenta o programa "Arquibancada e Sol" em uma TV local de João Pessoa.

Gabriel se recusava a ir à escola de tampão. Sabendo disso, o pai, conversando com um colega de trabalho, lembrou-se do agente Nick Fury, herói dos quadrinhos. Um dos mais importantes personagens do universo Marvel, Nick usa um tapa-olho. Diego imprimiu várias imagens do agente e mostrou-as para o filho. Depois, assistiu ao filme "Os Vingadores", em que Nick é uma das figuras centrais.

Com isso, venceu a primeira resistência. Mas Gabriel ainda relutava, achando que ia doer. "Minha esposa explicou que não doía nada, enquanto eu desenhava uma caveira no tampão". Assim, Gabriel finalmente aceitou o tratamento. "Ele chegou na escola dizendo que era o líder dos Vingadores", diverte-se Diego.

No primeiro dia, com o desenho da caveira, Gabriel ainda estava ressabiado. No quarto dia, com um olho de tigre, já aparece à vontade com o tampão
Arquivo pessoal
No primeiro dia, com o desenho da caveira, Gabriel ainda estava ressabiado. No quarto dia, com um olho de tigre, já aparece à vontade com o tampão

Agora, todos os dias Gabriel pede um desenho novo. "Já fiz um olho especial, enorme; um olho de tigre e um de zumbi", diz Diego. "Ele mesmo vem com as ideias depois da escola", completa o pai, disposto a fazer os 41 desenhos que faltam até o fim do tratamento.

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