As superpoderosas das mídias sociais brasileiras

As mulheres se destacam cada vez mais na produção de conteúdos coletivos e despontam como formadoras de opinião nas redes sociais

Clarissa Passos, iG São Paulo |

Edu Cesar/Fotoarena
Bia Granja, editora da revista Pix e coordenadora de eventos: "o Brasil precisa de opinião feminina não apenas sobre o universo feminino"
Segundo dados levantados pelo eMarketer, especializado em pesquisas e estatísticas de Marketing online, as mulheres estão dominando a rede. Divulgada em agosto do ano passado, a pesquisa revela que, com exceção de duas plataformas – a digg e o YouPorn – elas são maioria em todas as redes sociais. No Twitter e no Facebook, elas são 57% dos usuários. No Myspace, chegam a 64%.

As redes sociais são, hoje, mais do que um meio de manter amigos em contato, divulgar e receber informações, compartilhar fotografias ou atuar em comunidades. Por trás das suas funções diretas e aparentes, as plataformas guardam um atrativo secundário: o poder de influência.

“Comunicação e poder sempre andaram lado a lado. Quem tem mais alcance, mais audiência, mais eco, tem mais valor no mercado da mídia”, diz Rosana Hermann – blogueira há quase uma década, com 50 mil seguidores do Twitter.

E como as mulheres se relacionam com estas redes? Liliane Ferrari, blogueira corporativa, arrisca um palpite: “hoje, ao invés de você virar pra sua amiga e simplesmente dizer 'adorei esse batom', a gente tuita, faz post, tira foto e dá nome aos bois”, explica. Dessa forma, muitas empresas ficam de olho no potencial de influência que estas mulheres trazem às marcas.

“Acho que as mulheres têm muito poder de opinião e são absurdamente influentes no cenário atual, muito mais que os homens”, acredita Bia Granja, organizadora do YouPIX e editora da revista Pix. Mas quem são as mulheres que mais têm poder nas mídias eletrônicas no Brasil?

Ouvimos os profissionais que trabalham com redes sociais e produção de conteúdo na internet para levantar algumas das mulheres mais influentes no cenário das mídias sociais hoje. O resultado – e o que estas mulheres andam fazendo – você conhece abaixo (e vê na galeria de fotos ao final da matéria).

Rosana Hermann
Quem é:
escritora, roteirista e apresentadora, comanda o “Querido Leitor”, um blog “especialista em generalidades”. Blogueira desde 2000, Rosana tem hoje mais de 50 mil seguidores no Twitter.
Por que é poderosa: a capacidade de se comunicar e o pioneirismo no uso de plataformas a tornaram uma referência na internet brasileira.
Onde está: Querido Leitor , @rosana
Filosofia web: “Não me sinto poderosa ou influente, eu me sinto participante”.

Tessália Serighelli, a Twittess
Quem é:
curitibana, 22 anos, Tessália ficou famosa usando o Twitter, sistema de microblogging. Virou polêmica ao ser acusada de usar scripts, ferramentas capazes de aumentar o número de seguidores.
Por que é poderosa: sua influência no Twitter levou-a a um dos programas de maior audiência na TV aberta, o “Big Brother Brasil 10”. Sua página foi atacada por hackers às vésperas da estreia do reality show.
Onde está: @twittess
Filosofia web: “Meu interesse sempre foi em conversar, trocar opiniões, e não apenas ‘falar’”, declarou em entrevista ao blog de Alex Primo.

MariMoon
Quem é:
Mariana estudava Moda e criou um fotolog para publicar fotografias tiradas por ela. A página – e sua criadora – conquistaram grande sucesso de público, creditado ao jeito espontâneo de Mari.
Por que é poderosa: a partir do sucesso do fotolog, ficou famosa e foi convidada para apresentar um programa na MTV, o “Scrap”.
Onde está: Blog da MariMoon
Filosofia web: “Minha vida é muito intensa. Mas infelizmente eu tenho cada vez menos tempo pra internet porque estou trabalhando muito. Mas eu curto, sou viciada em internet, não dá pra viver sem!”, disse em entrevista ao blog do Judão.

Raquel Recuero
Quem é:
jornalista, professora e pesquisadora de redes sociais desde 2002, Raquel lançou ano passado o livro “Redes sociais na internet” – que também pode ser baixado em PDF (http://www.redessociais.net/).
Por que é poderosa: apontada como a principal pesquisadora do tema no Brasil, faz a ponte entre o meio acadêmico e as redes sociais.
Onde está: Social Media
Filosofia web: “Essas práticas [de participação no ciberespaço] vão impactar a nossa sociedade offline cada vez mais fortemente”, declarou ao blog Monitorando.

Bia Kunze
Quem é:
formada em Odontologia, virou blogueira em 2002, depois de ganhar o primeiro Palm. Especializou-se em trocar informações sobre tecnologia móvel a partir de seu blog Garota Sem Fio.
Por que é poderosa: passou a ser referência em um assunto – e, ainda por cima, um tema totalmente alheio à sua formação.
Onde está: Garota Sem Fio
Filosofia web:[O blog] é o meu cartão de visitas hoje”, declarou em entrevista ao nanosecond’s.

Bia Granja
Quem é:
formada em Turismo, hoje atua como editora do www.youtag.com.br e da revista PIX, que sai em versão impressa e online (mypix.com.br), além de coordenar eventos (youpix.com.br).
Por que é poderosa: aposta na diversão em tudo o que faz – como a organização do YouPix, evento que misturou mídias sociais a entretenimento real.
Onde está: @BiaGranja
Filosofia web: “O Brasil carece de opinião feminina que não seja apenas sobre o universo feminino”.

Samantha Shiraishi
Quem é:
coordenadora editorial do blog “Mãe com Filhos”.
Por que é poderosa: mobilizou uma comunidade fiel com seu blog sobre maternidade, pela experiência (de dois filhos!) com que fala do assunto.
Onde está: A Vida Como a Vida Quer
Filosofia web: “Ser influente em uma rede é ter um círculo de relacionamento virtual e ser capaz de acioná-lo em suas campanhas, propostas, defesa de teses e de ideias”.

Lucia Freitas
Quem é:
jornalista, começou a se aventurar pelas ondas da internet em seus primórdios comerciais, no início da década de 90. Passou a blogar em 2003 e, em 2006, a atuar nas listas de discussão.
Por que é poderosa: criou e coordena o LuluzinhaCamp , uma rede virtual de mulheres que se encontram em eventos focados na capacitação digital feminina e no ativismo.
Onde está: Ladybug Brasil
Filosofia web: “Influência exige um tanto de inovação, ética e compromisso”.

Liliane Ferrari
Quem é:
jornalista e produtora cultural, escreve colunas e bloga profissionalmente, além de manter um blog pessoal na rede M de Mulher, da editora Abril.
Por que é poderosa: engajada, está envolvida em várias comunidades e representa o perfil das mulheres formadoras de opinião.
Onde está: Liliane Ferrari
Filosofia web:[Influência] não é o número de retweets que a pessoa tem numa mensagem, mas efetivamente o que foi gerado com aquilo, quem se mobilizou”.

Alê Felix
Quem é:
autora do blog Licor de Marula com Flocos de Milho Açucarados (ex-Amarula com Sucrilhos) desde 2002, Alessandra Félix fundou a editora Gênese, dedicada exclusivamente a lançar talentos da internet no mundo editorial.
Por que é poderosa: a partir de seu trabalho na internet, ampliou o escopo de suas atividades e hoje é construtora e administradora de sites de entretenimento.
Onde está: @alefelix
Filosofia web: “Se eu pensar em um programa de TV, faço. Um livro? Faço. O que quisermos, é possível. Não me sinto poderosa, me sinto livre”.

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