
Piso drenante com 100% argila expandida é bem-vindo para minimizar alagamentos
São Paulo é uma cidade com alta taxa de construção e vias pavimentadas. Nas regiões centrais - podemos tomar como base o Centro expandido, que conhecemos pelas restrições de horário de circulação de veículos - a taxa de permeabilidade do solo é muito pequena.
Como medida para melhorar essa situação - que favorece as inundações - a prefeitura de São Paulo exige que se crie uma porcentagem de área permeável dentro do terreno a cada nova construção ou reforma.
Em SP, a prefeitura exige que se crie uma porcentagem de área permeável dentro do terreno
A taxa de permeabilidade é uma porcentagem da área do terreno que permite que a água infiltre pelo solo livremente. Esse espaço permeável deve ser composto de terra, preferencialmente com vegetação, ou seja, jardim.
Para melhorar ainda mais o escoamento das águas de chuva e permitir a circulação dos pedestres e veículos, existem no mercado alguns tipos de piso chamados drenantes, que auxiliam nessas tarefas.
Apenas para circulação de pedestres, existem os pisos em placas, com formatos de até 77 cm x 77 cm, compostos de concreto e materiais reciclados, como fibra de coco e porcelana moída, ou com argila expandida.
Prático e eficiente, o piso drenante não precisa de manutenção. Caso do modelo Fulge Drenante cor gergelim
O do tipo fulge, também em placas nas mesmas dimensões, com seixos, basalto, granito, quartzo e mármore - ou porcelana moída - em sua composição, comporta a circulação de pedestres e veículos. A textura pode ser mais granulada ou lixada. Segundo o fabricante têm absorção de até 90%.
Existem também os blocos intertravados de concreto que são peças pré-moldadas e moduladas, fabricadas em diversos formatos. A colocação lado a lado é travada pela espessura da peça e atrito entre elas. A drenagem da água se dá pelas juntas livres e o assentamento sobre colchão de areia. Existente também com aparas de pneus em sua composição.
Os pisos drenantes ajudam a melhorar o escoamento das águas de chuva e permitir a circulação dos pedestres e veículoss
Uma boa alternativa para áreas de estacionamento de veículos é o piso grama, que consiste em uma estrutura pré-moldada em concreto, armado ou não, com espaços abertos para plantio de grama. Permite o convívio entre circulação de carros e gramado, sem sofrer esmagamento. Só não esqueça que, para pegar, a grama precisa ser banhada pelo sol.
Serviço:
Braston
Mirna Zambrana - jbianchi@ig.com - Mirna Zambrana é formada em arquitetura e urbanismo pelo Mackenzie. Sócia de Aurélio Martinez Flores, tem vasta experiência em projetos residenciais e comerciais