Heidi diz participar da fantasia para fugir de seus problemas de adulto e que pessoas erram ao pensar que quem se veste assim sente atração por crianças

O fetiche por se tornar um “ bebê adulto ” é um dos mais comuns que existem. Nele, o homem ou a mulher se fantasiam como uma criança e reproduzem comportamentos infantis. A jovem norte-americana Heidi é uma dessas pessoas. Ela se veste como um bebê, usando até fraldas, e chama seu namorado de “papai”.

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Heidi explica que o fetiche não é sexual, mas uma forma de escapar dos problemas da vida adulta
Reprodução
Heidi explica que o fetiche não é sexual, mas uma forma de escapar dos problemas da vida adulta


Com uma vida aparentemente normal, Heidi, que é vendedora de loja, secretamente gosta de brincar com bichinhos de pelúcia, usar chupeta e mamadeira. Ela faz parte de comunidades ABDL (Adult Baby Diaper Lovers ou Adultos Amantes de Fraldas Infantis) e DDLG (Daddy Dom/Little Girl), mas afirma que o fetiche não é sexual, apenas uma forma de escapar da vida adulta e que, durante o sexo, ela age como “ela mesma”

Ao site “Media Drum World” ela contou que descobriu a fantasia no fim do ano passado quando estava pesquisando mulheres adultas que gostavam de brincar com seus brinquedos de infância, como ela. Na fantasia, Heidi gosta de agir como uma criança com idade entre um e três anos.

“O que me atraiu para esse estilo de vida foi o quão confiantes e orgulhosos todos eram com relação a quem são. Desde que tenho 18 anos eu tenho me fantasiado de bebê sem saber que haviam outros como eu”, disse.

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Hoje Heidi fala abertamente sobre o assunto e diz que seus amigos até a apoiam, assim como seu namorado, que não sabia nada sobre as comunidades ABDL e DDLG até conhecê-la. “Ele está aprendendo aos poucos e me aceitou desde o primeiro dia. Não se importa que eu o chame de ‘papai’ e acha as minhas chupetas fofas. Mas, quando estou fora da fantasia, o chamo simplesmente de Eric”.

Quando em público, Heidi tem um estilo bastante feminino. Adora usar rosa, camisetas com estampas engraçadas e gosta de prender o cabelo em “maria chiquinha”.

Mitos e verdades sobre o fetiche


Heidi tem uma conta no Instagram exclusivamente para compartilhar fotos suas quando vestida de bebê. Ela detalha esse momento: “quando me finjo de bebê, coloco macacão, creme para bebê e chupetas feitas para adultos usarem. Eu também coloco fraldas, mas não as uso, elas simplesmente me ajudam a entrar no momento”.

“Eu posso ser boba e pular na cama, ou ficar bem quietinha e sonolenta. Quando sou criança, esqueço meus problemas de adulto. Também vou duas vezes ao mês para encontros da comunidade, feita de bebês e cuidadores. Nós nos fantasiamos, vemos desenhos, desenhamos e brincamos”, conta.

Heidi, fala, porém, sobre os erros e estereótipos que as pessoas reproduzem sobre a comunidade e quem faz parte delas.

“Uma das piores coisas que as pessoas acham é que tanto os bebês quanto seus cuidadores [na fantasia] sentem atração por crianças. Isso é totalmente mentira”, diz, reforçando que a fantasia se trata apenas de regressar à própria infância.

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Outra crença equivocada, segundo Heidi, é a de que eles vivem no fetiche o tempo todo. “Na verdade, passamos só uma ou duas horas do dia brincando. Eu ainda trabalho, pago as minhas contas, cuido da minha casa. Tudo isso”.

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