Por que alguns amores de Carnaval duram e outros não?
Ceci Akamatsu
Por que alguns amores de Carnaval duram e outros não?

Por que alguns tipos de Amor de Carnaval se tornam duradouros e outros não? Esta é a época em que nos permitimos dar vazão aos impulsos que na nossa rotina ficam reprimidos.

Seja pela timidez ou pelas próprias pressões do dia a dia, tendemos a nos comportar de modo mais sério e emocionalmente distante dos outros.

Ainda que o Carnaval possa significar exageros e motivos de remorsos (como traição) , por outro lado, nos permite ir além das vergonhas e travas que limitam a expressão de quem realmente somos no cotidiano.

Extravasando verdade

Quando extravasamos este lado mais espontâneo, geralmente reprimido, nossas atitudes passam para o outro uma imagem mais de acordo com a nossa verdade. Assim, atraímos pessoas que correspondem a essa sintonia.

A relação tende a ser gratificante, seja ela momentânea ou a longo prazo, porque mais efetivamente toca nosso coração.

Por outro lado, se geralmente nos reprimimos demais, tendemos a extravasar nossas energias por meio de atitudes exageradas. Entenda melhor aqui para onde vai a raiva silenciada .

Uma versão distorcida de você no meio da folia

É como se fossemos uma panela de pressão que explode. Quando toda a energia que represamos é liberada no Carnaval, o que vivenciamos é uma versão distorcida de quem realmente somos.

Neste caso, tendemos a atrair pessoas que também validem essas distorções. Se somos muito pudorosos, com o exagero.

E aí ficamos mais sujeitos a experimentar um momento em que a sensualidade e sexualidade explodem, nos levando a relações que depois nos causam os já citados vergonha e remorso.

Se estamos muito carentes, a maior liberdade do amor de Carnaval pode favorecer a vivência do número máximo de relações.

Mesmo que elas sejam fugazes, apenas para compensar o vazio que sentimos ao longo do ano — ou prevemos sentir nos próximos meses.

Esses são apenas alguns exemplos que podem acontecer, de maneira mais intensa ou mais sutil, com foliões.

E quando acaba a folia?

O fim do amor de Carnaval, porém, pode trazer o gostinho de quero mais. O problema é a ansiedade que pode surgir.

Se antes nosso desejo era de viver o máximo durante os dias de festas, agora fica a angústia de não saber se a relação que nasceu durante a folia vai perdurar.

Nesse momento é preciso direcionar a mente positivamente, mantendo-a aberta para todas as possibilidades e gerenciando as expectativas de maneira saudável (saiba mais sobre aqui) .

Quando sabemos lidar com as expectativas, mesmo que a relação não vingue, esta vivência pode, sim, continuar a ser enriquecedora.

Se o peso das expectativas ficar desagradável, podemos buscar ajuda para aprender a lidar melhor com elas e favorecer nossa vida afetiva.

É claro que o vínculo que se originou na folia pode vir a se firmar. É importante, lembrar, porém, que o que vivenciamos nesta época costuma ser uma versão diferente de nós mesmos.

Ao voltar para a vida normal, a relação — assim como nós mesmos — também pode mudar.

A profunda afinidade vivenciada ao longo das festas pode desaparecer. Pode ser que uma das pessoas se mostre bastante diferente ao tentar continuar a relação ao retomar o dia a dia.

Mas, se somos nós mesmos que caímos na falta de alegria, nas travas do dia a dia ou nas expectativas exageradas, isto nos ajuda a ficarmos mais atentos e nos impulsiona a melhorar.

Pode ser, ainda, que nos mantenhamos alegres, abertos e tranquilos, e a outra pessoa não consiga o mesmo.

O mais importante é que, se conseguirmos fazer isso, mesmo que esta relação não siga em frente, outra surgirá e estaremos mais preparados e com mais harmonia.

Não espere o Carnaval para ser feliz

Não é preciso esperar o Carnaval para sermos mais espontâneos e verdadeiros. Se quiser descubra aqui se você consegue ser feliz .

Podemos nos trabalhar para não nos deixar levar pelas pressões do dia a dia, timidez ou expectativas.

O mais importante é perceber como o amor de Carnaval modifica nossas atitudes nas interações afetivas para estarmos conscientes ao longo do ano todo.

Se trabalharmos nossa consciência e autoconhecimento de maneira contínua, vamos aproveitar mais, não só o amor de Carnaval, como os amores durante o ano todo, abrindo o coração de forma espontânea aos outros.

Para refletir

  • Costumo me arrepender depois do Carnaval pelos excessos cometidos?
  • Espero o ano inteiro para aproveitar este momento e o resto do ano parece bem mais sem graça?
  • Costumo sofrer com a perda do amor de carnaval que parece perfeito, mas depois acaba sem explicação?
  • Sinto angústia em relação à superficialidade das relações que vivencio?

Caso você tenha respondido ‘sim’ a uma dessas perguntas, vale a pena aprofundar seu autoconhecimento para entender a sua forma de amar.

Para isso, o trabalho terapêutico pode ajudar você a passar por esse processo de reflexão de forma mais rápida, serena e consciente.

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Ceci Akamatsu

Terapeuta Energética, faz atendimentos à distância pelo Personare. É a autora do livro Para que o Amor Aconteça, da Coleção Personare.

ceciakamatsu@gmail.com

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