Câncer de pele: 5 mitos e verdades sobre a doença
Reprodução: Alto Astral
Câncer de pele: 5 mitos e verdades sobre a doença

Os dias frios e o home office foram fatores de peso para as pessoas deixarem de lado o protetor solar. Afinal, se não há sol forte nem exposição à luz solar, por que se proteger? E são justamente nessas lacunas de proteção que a pele fica exposta aos raios nocivos à saúde e vulnerável a muitas doenças, inclusive o temido câncer de pele .

Apenas em 2020, 625 mil novos casos de câncer foram diagnosticados, segundo dados fornecidos pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA). A pesquisa da entidade aponta ainda que deste total, mais de 185 mil correspondem ao câncer de pele — o de pele não melanoma e o de pele melanoma, somados. O primeiro é o mais comum e possui altos índices de cura, se detectado precocemente e tratado corretamente.

Números tão alarmantes como esses reforçam a importância da proteção solar correta, independentemente do clima e de sair ou não de casa. "Os cuidados devem permanecer, principalmente quando se está em ambiente interno próximo de janelas que permitem a entrada da luz solar, não sendo capaz de filtrar os raios ultravioletas", adverte a médica oncologista Sheila Ferreira.

Detectando o câncer de pele

Segundo a especialista, qualquer ferida que não cicatriza ou mancha na pele é motivo suficiente para buscar ajuda médica. Quanto mais rápida a doença for identificada, mais efetivo poderá ser o tratamento, por isso, estar atento às alterações no corpo é imprescindível. "Fatores como hereditariedade, trabalhos que exigem maior exposição solar e portadores de imunossupressão têm risco aumentado e todo tipo de pele deve ser considerada, inclusive a negra, que costuma desenvolver um melanoma particular e agressivo", pontua Sheila.

A proteção solar em crianças deve ser rigorosa e diária (Foto: Shutterstock)

Dessa forma, o protetor solar ainda é o maior aliado contra o câncer de pele e deve ser utilizado também nos dias nublados e dentro de casa. "O filtro deve ser aplicado diariamente, repassado a cada duas horas e após o contato da pele com a água. Proteger bebês e crianças é especialmente importante: antes dos seis meses, mantenha-os fora do sol e com roupas protetoras. Após essa idade, já podem usar protetor", explica a oncologista.

Tratamento e novas alternativas terapêuticas

Sheila conta que quando diagnosticado o melanoma, é indicada a resseção cirúrgica destas lesões por especialista habilitado para adequada abordagem das margens ao redor do tumor. Depois, o tratamento complementar dependerá do estágio em que a doença se encontra. Porém, ela ressalta que, em casos de detecção precoce, raramente é preciso recorrer à quimioterapia, imunoterapia ou radioterapia.

A especialista destaca que novas alternativas terapêuticas surgem com o tempo, mostrando que têm melhorado a vida e sobrevida dos pacientes. "A chegada da imunoterapia não só no câncer de pele, mas também para o tratamento de outros tumores, trouxe resultados promissores. Hoje em dia, mesmo em casos de melanoma metastático, as pessoas têm vivido anos", afirma.

5 mitos e verdades sobre a doença

1. É preciso usar protetor mesmo em dias nublados

Você viu?

Verdade! As nuvens não são capazes de bloquear os raios ultravioleta, que estão presentes também em dias nublados.

2. O risco do câncer de pele é maior no verão

Verdade! O que determina maior risco de incidência de câncer de pele é o índice ultravioleta (UV) e ele costuma estar mais alto durante essa estação.

3. Existe exposição solar 100% segura

Mito! É preciso sempre tomar os devidos cuidados, intensificando-os no verão e evitar a exposição excessiva.

4. Na sombra não é preciso usar protetor solar

Mito! Mesmo na sombra é preciso passar o protetor solar, pois não estamos livres dos raios ultravioleta.

5. Somente regiões diretamente expostas ao sol podem ser afetadas

Mito! Um alerta: alguns subtipos de melanoma podem surgir em áreas do corpo que muitas vezes não observamos com a devida cautela, como genitais, glúteos, couro cabeludo, palmas das mãos, solas do pé, debaixo das unhas e entre os dedos.

Fonte: Sheila Ferreira, médica oncologista (FAMEMA), foi residente médica em oncologia clínica pelo Hospital A.C Camargo Cancer Center e atualmente atua como médica oncologista clínico no Centro Paulista de Oncologia (CPO).

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