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Mulheres retiram prótese devido à Doença do Silicone
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Mulheres retiram prótese devido à Doença do Silicone

As mulheres não acreditam mais que vale qualquer coisa pela beleza. Ainda mais quando os procedimentos causam problemas após a execução das técnicas. Como a Doença do Silicone, conhecida como Síndrome de AISA, que causa dores e incômodos.

Recentemente, a ex-BBB Amanda Djehdian relatou em suas redes sociais o alívio que foi retirar a prótese em seus seios e se sentir bem consigo mesma. "Estou livre! Livre de dores, livre de choro, livre dessa bomba relógio!", escreveu ela ao relatar sua experiência de retirada após 14 anos da intervenção cirúrgica.

No Brasil, o procedimento do aumento dos seios é o mais procurado pelas brasileiras, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). São realizadas, em média, 275 mil cirurgias de implante de silicone. Por isso, é importante ficar atenta se você tem a prótese ou pretende colocá-la.

O termo AISA se refere, em inglês, ao caráter autoimune da doença induzida por adjuvante, isto é, agente cuja função é dirigir o sistema imune para a produção de anticorpos. Pode ser o próprio silicone, que é raro, ou por fatores externos, como infecções, exposição a produtos químicos, remédios , entre outros.

Segundo o cirurgião plástico, Dr. Wendell Uguetto, depois de uma exposição a algum adjuvante, o nosso organismo vai produzir anticorpos contra esse material, mas acaba atacando o próprio corpo. "Quem tem predisposição às doenças autoimunes, que são várias, vai ter maiores chances de desenvolver essa síndrome", afirma o profissional.

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Dentre os sintomas mais comuns estão alteração do sono, fadiga, boca e olhos secos, ansiedade, depressão, queda de cabelo, dor de cabeça , manifestações neurológicas, oscilação de peso, entre outros.

Primeiramente, deve ser feito um diagnóstico clínico correto, realizado por exclusão a partir dos sintomas. "Depois de investigar todas as outras possíveis doenças e causas, o tratamento seria a retirada do implante", explica o médico. Com isso, vai ocorrer a redução dos anticorpos e melhora da qualidade de vida.

É uma síndrome extremamente rara, mas feito o diagnóstico de forma adequada, as pacientes relatam uma melhora considerável dos incômodos após a retirada da prótese. Dessa forma, o cirurgião desaconselha colocar o silicone novamente.

Sob qualquer sintoma e suspeita da doença, consulte um profissional médico adequado.

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