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Entenda a condição de risco no colo do útero de Lorena, esposa de Lucas Lucco
Reprodução: Alto Astral
Entenda a condição de risco no colo do útero de Lorena, esposa de Lucas Lucco

Lorena Carvalho, esposa do cantor Lucas Lucco, relatou ter sido diagnosticada com afinamento no colo do útero, uma condição de risco que atinge muitas mulheres. Essa alteração pode resultar em um estado de perigo para o bebê, com possível perda ou parto prematuro.

"Não deixei de ficar ansiosa, por mais que eu acreditasse que tudo daria certo, ainda pairava o medo do parto prematuro, ainda mais por tudo que passei na minha outra gestação. Fiquei com medo", desabafou a modelo, que irá dar à luz seu primeiro filho, Luca.

Em 2019, Lorena sofreu um aborto espontâneo, que foi identificado com um ultrassom após um sangramento.

Complicação

O afinamento no colo do útero, mais adequadamente chamado de colo curto, é a insuficiência istmo cervical. Que pode acontecer até cerca de 20 a 24 semanas de gravidez.

Segundo o ginecologista e obstetra Dr. Geraldo Caldeira, o istmo é a transição entre o colo do útero e o corpo uterino, que deve ficar fechada até 37 semanas de gravidez.

Diagnóstico e tratamento

Durante a gravidez são feitos exames e acompanhamentos por ultrassom para analisar o andamento do processo. O colo do útero também é examinado via transvaginal. Se o colo estiver menor que 30mm, a gravidez provavelmente vai antecipar. Se for menor que 25mm, é 100% de certeza que vai ser prematuro.

Segundo o médico, não existe tratamento ou cirurgia de correção. O que costuma ser feito, quando a mulher está grávida e se sabe da condição, é a cerclagem e/ou a colocação do pessário, um dispositivo médico inserido na vagina para proporcionar suporte estrutural.

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Também é possível realizar a cerclagem definitiva. No entanto, é uma cirurgia complicada e não é um procedimento rotineiro.

Problema

Se o acompanhamento médico é adequado e os procedimentos são realizados a tempo, a gravidez vai seguir bem. Quando o colo não está dilatado e só está curto, é possível contornar a situação.

O problema é quando o colo já dilatou e ocorreu a contaminação por bactérias presentes na vagina. "Nesse caso, a bolsa vai estourar e o bebê vai nascer prematuro, podendo ocorrer sequelas e complicações", explica Dr. Geraldo.

Causas

A maior parte das vezes, a insuficiência não tem causa. Entretanto, alguns fatores podem contribuir para a condição. Quando a paciente teve cirurgia prévia, sofreu aborto e fez curetagem, ou quando teve um bebê muito grande que forçou o colo do útero.

O ginecologista ainda recomenda que sejam feitos exames rotineiramente para verificar a saúde e estado da mãe e da criança. "É um trauma psicológico terrível para quem já passou por isso", afirma o profissional.

Consultoria: Dr. Geraldo Caldeira / ginecologista e obstetra membro da FEBRASGO e Sociedade Brasileira de Reprodução Humana. Médico do Serviço de Reprodução Humana do Hospital e Maternidade Santa Joana.

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