Tamanho do texto

Embrião ficou cinco dias no corpo de uma e, depois, se desenvolveu por nove meses no corpo da outra; entenda todos os detalhes dessa gravidez

Com ajuda da tecnologia, um  casal de lésbicas norte-americanas conseguiu gerar o mesmo bebê em um caso inédito de gravidez compartilhada. O sonho de Ashleigh Coulter, de 28 anos, e Bliss Coutler, 36, de serem mães biológicas da mesma criança foi possível graças a uma nova técnica de fertilização in vitro .

Graças à nova tecnologia, casal de lésbicas quebra barreira da medicina e tem uma gravidez compartilhada inédita
Reprodução/Facebook
Graças à nova tecnologia, casal de lésbicas quebra barreira da medicina e tem uma gravidez compartilhada inédita

Originalmente, a gravidez compartilhada diz respeito ao método no qual o embrião é fertilizado com o óvulo de uma das mulheres e o espermatozoide de um doador, geralmente anônimo, e, depois, implantado no útero da outra mulher. No caso de Ashleigh e Bliss, as duas tiveram o óvulo fertilizado em seus corpos. 

De acordo com o que os médicos Kathy e Kevin Doody disserem em entrevista ao site “USA Today”, essa foi a primeira vez na história da medicina que um casal homoafetivo quebrou essa barreira.

Entenda a nova técnica de gravidez compartilhada

A gravidez compartilhada foi inédita já que o óvulo ficou cinco dias no corpo de uma e nove meses no corpo de outra
Reprodução/Facebook
A gravidez compartilhada foi inédita já que o óvulo ficou cinco dias no corpo de uma e nove meses no corpo de outra

Segundo os especialistas, primeiro o embrião foi fertilizado e deixado no corpo de Bliss por cinco dias. Depois, foi introduzido no útero de Ashleigh, que deu à luz depois de nove meses. 

No processo de fertilização tradicional, o óvulo é fecundado pelo esperma do doador e é deixado em uma incubadora de laboratório. No caso do casal de norte-americanas, óvulo e esperma foram colocados em uma espécie de cápsula biológica, formada por uma câmera interna e, então, colocados no corpo de Bliss por cinco dias para começar o desenvolvimento do embrião.

 “Quando fizemos a retirada deles, cinco dias depois, removemos o dispositivo em que estavam e congelamos os embriões que não seriam utilizados no momento. O que ficou demonstrado, não de forma surpreendente, é que o corpo da mulher é um excelente incubador. O fígado, rins e pulmões da mãe removem as toxinas do embrião e propiciam a ele um ambiente favorável ao desenvolvimento de forma natural e tão eficiente quanto a máquina”, descreve Kathy.

Enquanto esses procedimentos aconteciam com Bliss, sua esposa, Ashleigh, recebeu estrogênio e progesterona para, no momento mais adequado, o embrião ser introduzido em seu útero. “Ela pode carregá-lo por cinco dias, em um momento crucial para a fertilização, e eu o carreguei por nove meses ", reforça Ashleigh.

Para o casal, que deu à luz há cinco meses, a nova técnica abre mais uma possibilidade casais homoafetivos. “Isso foi realmente especial porque nós duas nos envolvemos e pudemos fazer parte da gestação ”, finaliza Ashleigh sobre a gravidez compartilhada .

    Leia tudo sobre: gravidez
    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.