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Nikki Pennington é mãe de três meninos e decidiu publicar uma carta aberta para expor como essa experiência pode ser difícil, mas também gratificante

Existe alguma diferença entre ser mãe de menino ou de menina? Aparentemente, não, mas criar um filho do gênero oposto ao seu nem sempre é uma tarefa fácil. Muitas mamães precisam se acostumar com o "jeito de ser" dos filhos e, nesse caso, a maternidade acaba se tornando, mais do que nunca, um aprendizado constante. 

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Tem tese, ser mãe de menino é como ser mãe de menina, mas criar um filho do sexo oposto ao seu nem sempre é fácil
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Tem tese, ser mãe de menino é como ser mãe de menina, mas criar um filho do sexo oposto ao seu nem sempre é fácil

Refletindo sobre a experiência de ter três filhos homens, Nikki Pennington decidiu compartilhar uma carta aberta em sua página do Facebook, "Grief To Hope with Nikki Pennington", para mostrar que ser mãe de menino  não é "ter a vida perfeita", mas pode ser gratificante a ponto de fazer todos esses "pequenos esforços" valerem a pena. 

"Querida mãe de menino, sua vida não será perfeita. Você vai ficar com medo muitas vezes por causa da natureza destemida dele. Você vai estacionar o carro no acostamento só para olhar os tratores, escavadores e misturadores de cimento. Você será capaz de nomear cada dinossauro que existe e ficará muito orgulhosa quando seu filho puder fazer a mesma coisa. Você vai começar a rir um pouco mais de coisas bobas e se tornr um pouco mais destemida por causa deles", escreve a mãe.

Nikki também fala sobre os momentos de dúvida da maternidade e, como toda mulher que tem um filho homem, se pergunta: "Estou fazendo a coisa certa?". Depois, ela fala sobre algumas das dificuldades de criar uma criança do sexo masculino. "Você tentará encontrar o equilíbrio para ensiná-los a serem fortes e corajosos, mas também se perceberá dizendo que eles podem ser sensíveis e gentis, as duas coisas ao mesmo tempo", afirma.

Segundo Nikki, "sair da zona de conforto" é uma atividade quase diária para as mulheres que têm filhos, pois aquelas que não gostam de esportes, por exemplo, vão se encontrar em algum momento da vida prestando atenção aos jogos de futebol e torcendo por eles. Ao mesmo tempo, elas também vão soltar a criatividade para brincar: "Você também vai construir fortes, viajar ao espaço e fazer uma aventura na selva, sem nunca sair da sua sala de estar", escreve. 

Porém, ter um filho menino também exige momentos de carinho. "Você vai lembrá-lo de que está sempre aqui, não importa o que aconteça. Vai saber como um abraço pode ser carinhoso e todo o poder que existe por trás de um 'eu te amo, mãe' depois de um dia que parece menos do que perfeito e mais como um caos completo". 

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Ser mãe de menino é saber ensinar lições valiosas

Para Nikki, é preciso educar os filhos quando eles ainda são jovens para que eles saibam "honrar seu parceiro ou parceira e tratar as pessoas com respeiro e gentileza, independente de seu passado ou status social".

Também é ensinar a não ser apenas "bons meninos, mas bons homens". "Homens que se esforçam para procurar o bem neste mundo e, quando não conseguem encontrá-lo, se tornam a parte boa que o mundo precisa. Homens que não têm medo de falar com compaixão, que sabem expressar sentimentos quando estão tristes e choram, porque sabem que chorar não é só para garotas, é para homens adultos também".

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Como mãe de três meninos, Nikki também sabe que precisa "criar os filhos para deixá-los um dia" e que, por mais que toda essa experiência seja difícil, isso vai mudá-la como mulher — assim como também irá mudar as outras mães. "Então, um dia, alguém vai te perguntar como é ser mãe de menino e você vai sorrir, dizendo que não gostaria de nada além disso". 

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