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Depois da morte de uma criança de sete anos, a família está alertando sobre os perigos de desafios irresponsáveis que surgem através das redes; confira

Há uma nova perigosa rodando pela internet: o "desafio do desodorante". Essa não é a primeira "brincadeira" que surge na internet. No ano passado, o jogo da "baleia azul" movimentou as redes sociais com um debate sobre depressão e suicídio . O alerta sobre esse novo desafio, entretanto, está relacionado ao conteúdo que jovens e crianças acessam na internet.

O 'desafio do desodorante' alerta os pais a monitorarem o acesso das crianças à internet depois que uma menina morreu
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O 'desafio do desodorante' alerta os pais a monitorarem o acesso das crianças à internet depois que uma menina morreu


O tal desafio está chamando atenção depois que uma criança de São Bernardo do Campo, São Paulo, morreu após reproduzir a proposta  que viu em um vídeo. O objetivo do "  desafio do desodorante  " consiste em inalar o produto pelo maior tempo que aguentar. Assim, Adrielly Gonçalves, de sete anos de idade, espirrou o spray direto na boca e segurou o ar, levando a uma parada cardíaca instantânea. 

Após a tragédia, a família da menina está fazendo uma campanha nas redes sociais para alertar os perigos de menores de idade repetirem ações irresponsáveis divulgadas nas redes. Além dessa, existem outras versões da prática perigosa que envolvem congelar partes do corpo com o spray.

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Monitorando o acesso

A fatalidade mostra a importância de ficar de olho no que as crianças estão assistindo e a melhor opção nesses casos, de acordo com especialistas que já foram consultados pelo Delas, não é proibir o acesso, mas monitorar. As novas gerações já nasceram imersas no mundo digital, o que dificulta a proibição. Se quiser saber mais sobre como restringir o acesso das crianças aos aparelhos eletrônicos, leia a matéria completa .

Quando a preocupação está relacionada ao conteúdo, a psicóloga infantil e familiar Carol Braga indica sempre explicar sobre quais são os sites mais apropriados de acordo com a idade, o desenvolvimento e a maturidade de cada um. E mesmo que existam tecnologias avançadas, como filtros e sistemas de segurança que bloqueiam mensagens proibidas ou inseguras e permitem que os conteúdos acessados pelos filhos sejam monitorados de qualquer local, a recomendação ainda é a conversa. 

"Um diálogo aberto e respeitoso com a crianças ou adolescente pode ajudar a transmitir valores importantes que os pais desejam que perdurem ao longo do tempo na vida de seus filhos", diz a profissional. O mesmo pode ser feitos com o acesso à vídeos, como o do "desafio do desodorante". Explique para a criança sobre o que é mais recomendado assistir e, principalmente, sobre os perigos de reproduzir em casa o que é divulgado nas redes.

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