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Inmentro promove campanha para alertar pais sobre os riscos do acessório

As sereias sempre foram seres que encantam as crianças. É difícil encontrar uma menina, por exemplo, que nunca se imaginou exibindo longas e brilhantes caudas na hora de nadar. Hoje, a cauda de sereia já é uma realidade para as crianças e também adultos, e o acessório ficou ainda mais popular com a novela "A Força do Querer", em que a atriz Ísis Valverde usou a peça. Entretanto, você sabia que ela pode gerar grandes riscos?

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Calda de sereia compromete o equilíbrio, dificultando inclusive ficar de pé, e também pode levar ao afogamento
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Calda de sereia compromete o equilíbrio, dificultando inclusive ficar de pé, e também pode levar ao afogamento

A cauda de sereia acaba prendendo as pernas de quem a usa, e isso impede a flutuação. O acessório também compromete o equilíbrio e pode levar ao afogamento de forma silenciosa, até mesmo em piscinas rasas. Por conta de tudo isso, o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) decidiu iniciar uma campanha de conscientização para alertar pais e responsáveis sobre os perigos dessa peça voltada para uso na água.

“Durante o monitoramento de produtos com risco potencial de acidentes relacionados à segurança, estudos realizados pelo Instituto apontaram, em todos os cenários considerados, para o risco grave associado à cauda de sereia, destacando que seu uso pode levar a afogamento e morte”, diz nota publicada esta semana pelo instituto.

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O Inmetro criou até mesmo uma Comissão Técnica, formada pela Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e pela ONG Criança Segura Safe Kids Brasil para discutir a questão.

O diretor de Avaliação da Conformidade do Instituto, Luiz Antonio Lourenço Marques, alerta que, apesar do produto ter grande apelo para o público infanto-juvenil, a criança e o adolescente pode ter seus movimentos dificultados pelo uso do acessório. Para piorar a situação, quando estão em ambiente de piscina, as pessoas tendem a relaxar e não ficar atentas, mas o ideal é que a atenção fique redobrada quando a combinação é criança e piscina. “O responsável deve estar a até um braço de distância, a fim de que se evitem acidentes”, explica o especialista.

Afogamentos no Brasil

A Sobrasa alerta que, em média, 17 brasileiros morrem afogados todos os dias. O problema é a segunda causa de morte entre crianças de um a nove anos de idade e a terceira na faixa dos 10 aos 14 anos. O verão é a época do ano em que os afogamentos ficam mais recorrentes. Sendo assim, atenção triplicada caso os pequenos ao seu redor estiverem usando uma cauda de sereia.

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