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Fotógrafa canadense quer mostrar que as crianças podem brincar do que quiserem, sem se preocupar se aquilo é considerado de menino ou menina

A discussão sobre os padrões de gênero na infância é cada vez mais forte. As famílias estão finalmente começando a entender que não existe coisa de menina ou coisa de menino , mas, sim, brincadeiras e ações que podem agradar qualquer criança.

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Ensaio fotográfico quer romper com a ideia de que meninos não se interessam pelo o que é considerado  coisa de menina
Reprodução/Facebook/Trinity Design
Ensaio fotográfico quer romper com a ideia de que meninos não se interessam pelo o que é considerado coisa de menina

Foi essa ideia que inspirou a fotógrafa canadense Kirsten McGoey, mãe de três, a criar o projeto fotográfico “ A Boy Can Too ” (um menino também pode, em uma tradução livre para o português). A ideia de Kirsten é retratar que os meninos também podem se interessar por aquilo que tradicionalmente foi considerado coisa de menina , como brincar de boneca, se fantasiar de princesa ou cozinhar.

A fotógrafa se inspirou em seus três filhos para criar o projeto e produzir as imagens
Reprodução/Facebook/Trinity Design
A fotógrafa se inspirou em seus três filhos para criar o projeto e produzir as imagens

Em seu site oficial, a fotógrafa explica que a série de fotos foi inspirada em seus filhos de cinco, oito e 11 anos. Kirsten diz que ao mesmo tempo em que eles gostam de jogar futebol, também se divertem ao dançar e brincar de boneca. “Ele ama brilhos, rosa, arco-íris e nunca se preocupou se eram coisas de menino ou menina”, diz em entrevista ao HuffingtonPost sobre o filho do meio.

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Além de representar esses meninos e fazer com que eles se reconheçam nas imagens, o objetivo da fotógrafa com o ensaio é inspirar outras crianças e mostrar que elas podem brincar e ser o que quiserem. 

Kirsten acredita que a série de fotos podem inspirar outros meninos a fazer o que realmente gostam
Reprodução/Facebook/Trinity Design
Kirsten acredita que a série de fotos podem inspirar outros meninos a fazer o que realmente gostam

Ela ainda comenta que enxerga o projeto como uma ferramenta educacional que ajuda a abrir a mente das pessoas e incentiva a discussão sobre os estereótipos de gênero. “Para mover as normas sociais, é preciso educar”, afirma.

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Repercussão

Kirsten tem recebido um retorno muito positivo de todos desde que o projeto foi lançado. “Estamos sendo recebidos de braços aberto. Recebi e-mails de pessoas dizendo ‘obrigada, meu filho precisava ver isso’ e também ‘obrigada por defender esses meninos especiais’”, conta.

A fotógrafa entende o ensaio fotográfico que fez como uma ferramenta educacional sobre o tema
Reprodução/Facebook/Trinity Design
A fotógrafa entende o ensaio fotográfico que fez como uma ferramenta educacional sobre o tema

A fotógrafa acredita na importância de repercutir o trabalho para fazer com que as pessoas entendam que a ideia de coisa de menina e coisa de menino está ultrapassada. “O melhor que se pode fazer é compartilhar o nosso projeto. Quanto mais educamos e compartilhamos esses meninos incríveis, mais podemos fazer mudanças”, finaliza.