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Estudo sugere que utilizar o aparelho eletrônico mais de quatro vezes por dia durante a gestação aumenta o risco da criança tornar-se hiperativa no futuro

Você é capaz de contar quantas horas por dia passa no smartphone ou quantas ligações faz? Parece difícil, não é? Contabilizar o tempo de uso do aparelho eletrônico parece impossível em uma época em que uma dia a dia sem tecnologia parece algo impensável. No entanto, um novo estudo pede atenção em relação ao uso do celular por mulheres grávidas. 

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Grávidas que usam celular mais de quatro vezes por dia aumentam o risco da criança desenvolver hiperatividade
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Grávidas que usam celular mais de quatro vezes por dia aumentam o risco da criança desenvolver hiperatividade

O estudo foi elaborado pelo Instituto de Saúde Global de Barcelona e indica que as crianças cujas mães falavam frequentemente no celular durante a gravidez são mais propensas a serem hiperativas. Para concluir isso, cientistas de todo o mundo analisaram mais de 80 mil mães e filhos da Dinamarca, Holanda, Noruega, Espanha e Coréia entre os anos de 1996 e 2011. 

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De acordo com os pesquisadores, crianças com idades entre 5 e 7 anos são 30% mais propensas a sofrer com hiperatividade se as mães falavam do aparelho mais de quatro vezes ou durante mais de uma hora por dia. Já as crianças cujas mães nunca utilizaram o aparelho durante a gestação apresentaram menor risco de problemas comportamentais ou emocionais.

A pesquisa propõe como explicação para isso a emissão de ondas de rádio – conhecidas como radiação eletromagnética –  pelos telefones móveis. 

O problema está realmente no aparelho?

No primeiro momento, os resultados do estudo geram uma série de dúvidas e preocupações aos pais. No entanto, especialistas alertam que as informações divulgadas devem ser interpretadas com cautela. Em entrevista ao portal britânico "Daily Mail", o pediatra da Universidade da Califórnia Robin Hansen questiona se a hiperatividade ér consequência da tecnologia do aparelho eletrônico em si ou do comportamento dos pais. 

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"O problema são os sinais emitidos pelo celular ou como o aparelho muda as interações dos pais com o filho depois do nascimento?", indaga o pediatra. Para Hansen, muitas famílias ficam tão vidradas no celular que dificilmente concentram a atenção nas crianças e fazem isso apenas quando ela chora. De acordo com o pediatra, esse comportamento faz com que as crianças sintam-se ignoradas e, consequentemente, tornam-se excessivamente ativas. 

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