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Depois de reclamar de uma coceira sem fim, Christina DePino descobriu que tinha uma condição rara que poderia fazer seu filho nascer morto

Durante a gravidez é comum a futura mamãe sentir algum tipo de coceira no corpo. Mas no caso desta norte-americana, o incômodo na pele se tornou extremo e acabou servindo como alerta que pode ter salvado a vida do bebê. 

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Christina DePino contou detalhes da coceira e os riscos que isso representava para a gravidez nas redes sociais
Reprodução/Facebook
Christina DePino contou detalhes da coceira e os riscos que isso representava para a gravidez nas redes sociais


Christina DePino não entendia o motivo de tanta coceira . "Coçava tanto que acordava durante a noite e não conseguia dormir mais. Meus braços e minhas pernas estavam arranhados e sangrando de tanto coçar", fala Christina ao site de notícias "CBS News".

A então futura mamãe, de 28 anos, conta que pensou que era algo normal da gravidez agravado pela mudança para uma cidade de clima mais seco. Para buscar mais informações, ela conversou com amigos no Facebook e compartilhou a agonia que vivia com eles. 

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Descoberta da doença

Foi na rede social que sugeriram que ela deveria procurar um médico porque poderia estar sofrendo de colestase intra hepática (ICP, na sigla em inglês), uma condição rara e séria que bloqueia o fluxo na bile no fígado. 

Depois de alguns exames de sangue, a mulher foi diagnosticada com ICP na 36ª semana de gravidez. Segundo Christina, foi explicado a ela pelos médicos que a condição é resultado do aumento de hormônios que interrompe a comunicação entre a vesícula e o fígado, fazendo com a bile volte para a corrente sanguínea. 

Para a futura mãe, o problema é a coceira intensa, que começa geralmente nos pés e nas mãos e se espalha pelo corpo. Já para o bebê, os riscos são maiores. Pode ocorrer um parto prematuro ou até a criança pode nascer morta. 

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Bebê saudável

Segundo Christina, os médicos a deixaram escolher o que faria. Ela poderia seguir com a gestação, mas sabendo que havia o risco de o bebê nascer morto caso ou poderia induzir o parto. Ela disse que não queria arriscar e preferiu adiantar o parto. 

Na 37ª semana de gravidez, a norte-americana deu à luz uma menina perfeitamente saudável. 

Alerta para outras mães


O caso de Christina ganhou repercussão na imprensa internacional depois de ela ter voltado a sua página no Facebook para postar uma foto com a filha, explicar o que havia acontecido e alertar que a coceira poderia ser algo muito mais grave do que um incômodo que pode ocorrer na gestação. 

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