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Para a australiana Cindy Lever, os bebês não são diferentes dos adultos e, naturalmente, também não querem se sujar quando fazem as necessidades

“Estou no banheiro de um café com meu marido. Minha filha de duas semanas está fazendo cocô no vaso, e meu marido está limpando o que acaba indo para fora quando acontece uma ‘explosão’ de cocô.”

Cindy afirma que o marido achou que ela estava ficando louca ao aplicar a
Facebook/ Cindy Lever/ Reprodução
Cindy afirma que o marido achou que ela estava ficando louca ao aplicar a "elimination communication" com a filha

É desta forma que uma mãe australiana começa seu relato sobre a chamada “elimination communication” – algo como a comunicação da evacuação –, técnica em que os pais ou responsáveis levam os bebês, por menores que sejam, para fazer suas necessidades no banheiro . “Estou fazendo isso com minha filha desde que ela nasceu”, conta a instrutora de yoga Cindy Lever ao site “Kidspot”.

A também jornalista afirma que o marido primeiro achou que ela estava ficando louca por querer fazer isso, mas depois acabou se acostumando. “É engraçado, e eu amo já que isso proporciona uma conexão ainda maior com minha bebê.”

Cindy explica que a técnica para as crianças já se acostumarem com o banheiro é muito praticada em outras culturas pelo mundo, mas acabou se perdendo no Ocidente. “Bebês não são diferentes de adultos e, naturalmente, não querem se sujar. Usar uma fralda é uma coisa a que eles se acostumam quando seus sinais para ir ao banheiro não são ouvidos ou entendidos.”

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A mãe diz que, além dos sinais que o bebê dá, sabe que ela vai precisar ir ao banheiro pelo seu instinto. A ideia é entender a criança da mesma forma quando ela quer leite ou sente calor ou frio, por exemplo. Claro que, às vezes, acidentes acabam acontecendo, mas Cindy não desiste da “elimination communication”.

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Se entende quando a criança quer comer ou sente frio, também será possível entender quando ela quer fazer xixi ou cocô
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Se entende quando a criança quer comer ou sente frio, também será possível entender quando ela quer fazer xixi ou cocô

A filha da apresentadora Ana Maria Braga, Maffei Feola, foi notícia ao contar que usou a quando filha Joana nasceu, em 2011. A ideia inicial era ter usado fraldas de pano com calças plásticas acopladas, mas o material acabou gerando assaduras na menina. Foi quando ela ficou sabendo da “elimination communication”.

Quando a bebê ficava em casa, nunca usava a fralda. Joana tinha até mesmo um potinho para fazer cocô, mas, às vezes, acabava fazendo xixi enquanto dormia. Para evitar isso, Cindy alerta que a criança costuma se retorcer quando está apertada durante o sono.

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A soneca também pode ser um indicativo de que está na hora de ir ao banheiro. Segundo a instrutora de yoga, a melhor forma de começar com a técnica é levando a criança logo após ela acordar. “Outro ótimo momento é após a mamada.”

Cindy também explica que a comunicação é muito importante. Ela coloca a filha para fazer as necessidades na pia do banheiro para que possam se olhar pelo espelho. Quando se trata das fezes, a mãe fala para menina cocô, já quando ela urina, diz xixi. Deste modo, já vai ensinando o que é cada coisa.

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