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As gêmeas chinesas foram adotadas por duas famílias dos Estados Unidos e só se conheceram agora, aos 10 anos. Veja os detalhes dessa história

Imagine ser adotada ainda bebê, passar 10 anos com a nova família em outro país e só então descobrir que tem uma irmã? Foi isso o que aconteceu com duas famílias dos Estados Unidos, que descobriram que as filhas adotivas são gêmeas. 

Adoção: processo organizado possibilita a formação de uma nova família

Meninas chinesas descobrem que são gêmeas e se reencontram pela internet
Reprodução/NBC
Meninas chinesas descobrem que são gêmeas e se reencontram pela internet

Segundo informações da "NBC", as gêmeas  Gracie e Audrey foram adotadas por uma família que mora em Wisconsin e por outra que vive em Tri-Cities. Uma foto das meninas ainda bebês reuniu as duas famílias. 

Busca pelas origens

Jennifer Doering, mãe adotiva de Audrey queria descobrir as origens da filha. Conseguiu, com ajuda de um chinês que trabalhava em uma agência de adoção, vasculhar jornais que mostravam fotos de bebês.

Gêmeas chinesas com a mãe biológica
Reprodução/NBC
Gêmeas chinesas com a mãe biológica

Através desses registros, eles seguiram a busca e encontraram dados da mãe biológica de Audrey e conseguiram comprar uma imagem que mostrava a filha ainda bebê com a mãe adotiva. Para surpresa de Jennifer, quando ela recebeu a foto pelo correio, tinham dois bebês muito parecidos no colo da mulher. Para completar, a outra criança também tinha sido adotada. 

Jennifer e o marido continuaram as buscas, agora em sites de adoção, para tentar encontrar a família que poderia ter ficado com aquele outro bebê da foto. Poucos dias depois, eles encontraram os Rainsberry. 

Reencontro das irmãs

A família que havia adotada a irmã de Audrey também era dos Estados Unidos e tinha dado o nome de Gracie à menina. Depois de algumas conversas entre os pais, as duas garotas se conheceram em uma conversa pelo Facetime. 

A semelhança entre Gracie e Audrey impressiona. Além das características físicas, até o modelo de óculos usados pelas chinesas é parecido. "Elas não são apenas semelhantes, os gestos são os mesmos e a voz também é a mesma", comenta Nicole, mãe adotiva de Gracie a "NBC". 

"Enfrentei meu próprio preconceito e o da sociedade ao adotar filhos negros"

"Fiquei muito encantada e comecei a chorar", diz Gracie à rede de televisão americana sobre esse primeiro encontro virtual com a irmã. 

Gracie e Audrey conversam pela internet
Reprodução/NBC
Gracie e Audrey conversam pela internet


As famílias pediram exames de DNA para comprovar o parentesco. Agora, os Rainsberry e os Doering planejam uma viagem para que as gêmeas se conheçam pessoalmente e se tornem, quem sabe, boas amigas no futuro. 

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