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Além de consumir itens de diferentes grupos, o ideal é que a criança sempre experimente novos alimentos e tenha uma relação positiva com a comida

Ainda não é conhecido um alimento que por si só seja insubstituível ou que sozinho consiga garantir a saúde da criança, como explica a nutricionista infantil Cláudia Lobo, autora do livro "Alimentação saudável na infância". Na verdade, é necessário que a criança consuma itens variados para que eles possam agir de forma positiva no organismo. E cada grupo alimentar tem um papel específico no crescimento e desenvolvimento da criança.

Incluir a criança no preparo de alguns alimentos incentiva uma alimentação mais saudável
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Incluir a criança no preparo de alguns alimentos incentiva uma alimentação mais saudável


O maior problema é justamente a falta frequente de algum dos grupos alimentares na refeição, o que pode trazer consequências sérias como a má formação do paladar da criança e a construção de hábitos não saudáveis na idade adulta, além de abrir a porta para uma série de doenças como obesidade, colesterol alto e diabetes.

A alimentação desequilibrada também pode refletir na fase escolar comprometendo a concentração, a sensação de bem-estar e até o desenvolvimento cognitivo das crianças. 

“É importante também, além dos grupos alimentares, variar o que se come, experimentar novos alimentos e ter uma relação positiva com a comida”, destaca Juliana Kramer, nutricionista e colaboradora do Vilarejo Nutrição, Centro Humanizado de Nutrição Materno Infantil.

Introdução de alimentos

Ter uma boa alimentação traz uma série de anticorpos importantes para a criança, fazendo com que ela fique mais resistente às doenças. “É importante destacar que nem sempre a consequência da má alimentação vem em curto prazo. Muitas vezes, algumas doenças só se manifestam na idade adulta”, explica Juliana.

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Para introduzir uma alimentação variada ainda na infância, a nutricionista explica que em primeiro lugar os pais precisam dar o exemplo. “Além disso, existem infinitas receitas para incluirmos alimentos essenciais na refeição da criança”. O ideal é que essas receitas sejam simples de preparar e do tipo “finger food” - comidinhas, petiscos e canapés que se come com as mãos – para que os pequenos tenham autonomia na hora de comer.

Leia:  A alimentação correta das crianças de acordo com a faixa etária

Além disso, envolver a criança no preparo do alimento é uma boa ideia. Isso pode ser desde a compra até a comida ser colocada no prato. As atribuições no preparo de uma refeição variam conforme a idade. Preste atenção no desenvolvimento do seu filho e dê tarefas compatíveis com desenvoltura e idade.

Disfarçar os alimentos, de vez em quando, não é proibido. Fazer, por exemplo, um molho para massa reforçado usando legumes batidos pode ser uma saída para aumentar a quantidade desse alimento no dia a dia da criança. Mas atenção: crianças também precisam conhecer os alimentos e reconhecê-los no prato para criar um paladar saudável na vida adulta.

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