O número de divórcios entre pessoas com mais de 50 anos aumentou 28% no país
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O número de divórcios entre pessoas com mais de 50 anos aumentou 28% no país

A expressão “até que morte nos separe”, repetida pelos noivos no altar denota uma vontade genuína de manter laços duradouros. Afinal de contas, por mais radical que possa parecer esta promessa, ninguém casa projetando o desenlace, por mais comum que ele tenha se tornado nas últimas décadas, mesmo até entre as pessoas consideradas mais velhas. Para se ter uma ideia, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nos últimos 20 anos, o número de divórcios entre pessoas com mais de 50 anos aumentou em 28% no país.

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Embora a intenção dos cônjuges seja de permanecer juntos até os cabelos de ambos ficarem bem branquinhos, a probabilidade cada vez maior é que a união matrimonial não dure tanto assim. Quando e se esta hora chegar, como o casal deve proceder a fim de que o desenlace seja o menos traumático possível? 

A advogada familiarista consensual Niver Bossle Acosta chama a atenção para as dificuldades envolvendo o processo de divórcio. Segundo ela, por mais que relação não esteja boa, com muitas brigas e reclamações de parte a parte, ninguém está preparado para isso.

Niver ressalta a questão do “timing” nos relacionamentos amorosos. “Geralmente, as pessoas vivem fases diferentes dentro do casamento, mesmo no que diz respeito às crises, e essa diferença será um ponto crucial para determinar como cada parceiro enfrentará, do ponto de vista psicológico” a decisão de divorciar-se”, explica.

A advogada familiarista explica que, para um dos integrantes do casal, mesmo diante dos ruídos no relacionamento, a decisão pelo divórcio pode ser recebida com muita surpresa. Em contrapartida, para outro cônjuge as crises são insustentáveis e o divórcio é a única solução. “Um vive o trauma do divórcio bem antes e quando verbaliza a vontade de se separar, o outro toma um susto porque, mesmo o relacionamento estando ruim, não estava pensando nisso”, diz.

Nesses momentos, segundo Niver, a experiência sentida pela pessoa que recebeu a notícia assemelha-se a dor do luto por um ente querido. “Nós sabemos que todos iremos morrer um dia, mas quando alguém próximo da gente morre, mesmo sendo bastante idoso, sofremos bastante”, comenta. Conforme a advogada familiarista, quando o divórcio se torna uma realidade, a pessoa sofre de maneira parecida. Quando uma pessoa casa, mesmo sabendo que o divórcio existe, ela não imagina que vai acontecer com ela. Assim, quando há a ruptura de direito e de fato, ela sofre como se estivesse sentindo a dor do luto”, diz.

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Dessa maneira, para a advogada familiarista, mesmo que o casamento seja problemático, é muito difícil que o casal se prepare psicologicamente para o divórcio. Niver enaltece, porém, o fato de as pessoas estarem cada vez mais conscientes sobre o assunto, buscando, inclusive, amparo profissional (psicológico e legal) antes de tomar uma decisão. Segundo Niver, a ajuda de um advogado familiarista consensual durante o período, por exemplo, pode ser de grande valia, para fazer com que o divórcio ocorra da maneira menos traumática possível.

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