João Teixeira de Faria em sua última aparição na Casa de Dom Inácio de Loyola, em 12 de dezembro de 2018, quatro dias antes de ser preso
Agência O Globo
João Teixeira de Faria em sua última aparição na Casa de Dom Inácio de Loyola, em 12 de dezembro de 2018, quatro dias antes de ser preso

Em prisão domiciliar desde o início da pandemia do coronavírus, João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus, foi condenado nesta terça-feira em mais um processo, desta vez por violação sexual mediante fraude, a dois anos e seis meses de reclusão. Somadas, as penas por estupro de vulnerável, violação sexual mediante fraude e posse ilegal de armas de fogo, crimes que ele nega ter cometido, já passam de 64 anos .

O processo que levou à quarta condenação envolvia dez vítimas, reunidas em uma só denúncia pelo Ministério Público de Goiás. O Poder Judiciário rejeitou a acusação em relação a nove delas, e o processo seguiu com apenas uma. O caso corre em segredo de Justiça.

João Teixeira de Faria ainda responde a mais de uma dezena de ações, ainda não julgadas. O habeas corpus referente à prisão domiciliar tampouco foi julgado.

Segundo o Tribunal de Justiça de Goiás, o ex-líder espiritual já foi condenado a 3 anos de reclusão em processo referente a posse ilegal de arma de fogo e a 19 anos e 4 meses de reclusão, em ação de violação sexual e estupro de vulnerável. Em processo referente a estupros cometidos contra cinco mulheres, ele foi condenado a 40 anos de prisão. Todas as condenações estão em fase de recurso.

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No dia 31 de março de 2020, João Teixeira de Faria, preso desde dezembro de 2018, deixou o Núcleo de Custódia de Aparecida de Goiânia e foi para casa.

A pedido da defesa, a juíza Rosângela Rodrigues dos Santos, do Tribunal de Justiça de Goiás, liberou o ex-líder espiritual para cumprir pena em sua mansão em Anápolis, cidade no interior de Goiás próxima a Abadiânia, berço da Casa de Dom Inácio de Loyola.

O Ministério Público do estado recorreu da decisão, mas, um ano depois, o recurso não foi analisado. Procurada, a assessoria de imprensa do TJ-GO afirma que o pedido aguarda julgamento.

A autorização para que deixasse a prisão considerou uma resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recomendando aos magistrados que, em razão da pandemia de Covid-19, avaliassem os casos de detentos em grupos de risco, como os idosos. A vacina contra a doença já está disponível para quem tem a idade de João Teixeira, 79 anos, desde fevereiro.

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