Jéssica, uma das profissionais do aplicativo trabalhando
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Jéssica, uma das profissionais do aplicativo trabalhando











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Assim como na novela “Fina Estampa”, elas são as “Griseldas” da vida real. Trabalham como eletricistas, pedreiras, pintoras, encanadoras… tem profissional para todo tipo de serviço que você precisar em casa.

Para conectar essas profissionais e clientes foi criado aplicativo “Severinas”, plataforma com mão de obra 100% formada por mulheres que trabalham com serviços de manutenção. No aplicativo, a usuária solicita o serviço desejado, vê o perfil da trabalhadora mais próxima e contrata o serviço. 


No total, são oito prestadoras de serviço entre São Paulo e Rio de Janeiro. Mas o objetivo é que o app alcance todo o país e muitas profissionais se tornem “Severinas”. Para se oferecer trabalho no aplicativo, basta se cadastrar no  site do projeto. 

A proposta do app é gerar renda para mulheres com poucas oportunidades no mercado de trabalho trabalho e que vivem em situações de risco. "Muitas hoje que se mantém em violência doméstica, por exemplo, porque não tem dinheiro para sair dessa situação e nós queremos mudar a vida dessas mulheres", diz Fernanda Voltan, criadora do Severinas. 

Além disso, a ideia é trazer conforto para as clientes, que muitas vezes se sentem mais seguras em contratar uma mulher para realização desses serviços.

Voltan, que trabalhou com marcenaria dos 14 aos 16 anos, conta que decidiu criar o app em 2018, após participar de uma reunião com mulheres empreendedoras realizada pela empresa em que trabalhava na época.

“A empresa trouxe para conversar conosco algumas mulheres empreendedoras e dentro delas havia uma que executava serviços de manutenção (colocava mesmo a mão na massa), então, nesse momento passou um filme na minha cabeça e pensei: ”Devemos escalar isso!”, diz. 

Depois disso, ela anotou em um caderno a ideia do aplicativo e decidiu tirar do papel no ano seguinte. Hoje o time conta com quatro pessoas que fizeram todo o projeto acontecer focado na mão de obra feita exclusivamente por mulheres.

Com o machismo ainda presente em muitas pessoas, Fernanda conta que já houveram situações onde a cliente desconfiou do potencial das profissionais. “Uma mulher perguntou assim: Mas elas são capacitadas, possuem cursos, certificados? A minha resposta é: Quantas vezes você perguntou a um pedreiro ou marceneiro quantos diplomas ele tem?”. 

Agora o objetivo da ferramenta é encontrar mais mulheres que atuem nessa área para que elas tenham maior autonomia financeira e também ganhem mais igualdade no trabalho, já que esse mercado é predominantemente masculino. O projeto também encaminha as profissionais para cursos de capacitação, para que elas possam ampliar suas qualificações.

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