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Professoras disseram que a pequena Lola Stonehouse deveria 'se cobrir'; pais ficam indignados com proibição, mas não pretendem mudar a filha de escola

Quem pensa que apenas mulheres adultas são criticadas e julgadas pelas roupas que usam está enganado. A pequena Lola Stonehouse, de três anos, foi proibida de usar seu vestido de verão favorito para ir à escola, pois ele seria “inapropriado” para o ambiente.

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Professoras da escola de Lola Stonehouse, de três anos, disseram que seu vestido era inapropriado por não ter mangas
Reprodução
Professoras da escola de Lola Stonehouse, de três anos, disseram que seu vestido era inapropriado por não ter mangas


O vestido , de comprimento até o joelho e sem mangas, foi escolhido por Lola e a mãe, Sadie Stonehouse, permitiu, não apenas porque a filha adora a roupa , mas porque na cidade onde elas moram, em Winnipeg, no Canadá, é verão e as temperaturas estavam chegando aos 30ºC.

Entretanto, após deixar a filha no maternal para passar o dia, Sadie recebeu uma mensagem das professoras dizendo que a pequena deveria “se cobrir” ou usar uma camiseta por cima da roupa. A justificativa foi de que aquela que ela havia escolhido era muito cavada, sendo “inapropriada” e desobedecendo as normas de vestimenta da escola.

Pais se revoltam

Em entrevista à emissora canadense "CTV News", os pais de Lola disseram ter ficado indignados com o posicionamento da escola e não sabem como vão explicar à pequena o motivo de ela não poder mais usar o vestido que tanto gosta para ir ao maternal.

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“Ela não vai entender. Ela vai pensar que talvez ela tenha feito algo de errado, quando ela não fez nada. Então agora ela vai começar a questionar o próprio corpo. Ela tem só três anos para começar a pensar em algo assim”, disse Sadie, reforçando que acredita que nenhuma menina, de nenhuma idade e em nenhum momento deve se preocupar com o quanto de pele ficará exposta ao escolher uma roupa.

Contudo, apesar de discordar do ocorrido, os pais de Lola não pretendem mudá-la de escola e se veem obrigados a obedecer a “regra”. Eles apenas pedem que a instituição reveja suas políticas.

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A emissora procurou o diretor da escola de Lola em busca de um posicionamento sobre a proibição de seu vestido , mas ele se recusou a comentar.

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