Muitas vezes, ter uma cicatriz é motivo de vergonha. Essa marca, seja grande ou pequena, pode ser vista como algo feio, um "defeito" e algo que deve ser escondido. Para mudar essas percepções, a fotógrafa Sophie Mayenne, de Londres, na Inglaterra, está trabalhando no projeto fotográfico "Behind the scars", traduzido para o português como "Por trás das cicatrizes".  

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A ideia por trás do projeto
Reprodução/Instagram
A ideia por trás do projeto "Behind the Scars" é mostrar que não é preciso ter vegonha de exibir uma cicatriz



Na série de fotografias, diversas mulheres mostram as marcas que têm no corpo e contam a história por trás daquela cicatriz . A ideia é mostrar que a vergonha deve passar longe de quem exibe um sinal na pele e que na realidade essas pessoas devem ter orgulho do que enfrentaram para chegarem onde estão. 


Em entrevista ao portal "Bored Panda", Sophie explica que sempre foi atraída pelo trabalho bruto, sem retoques e, principalmente, em mostrar o que difere uma pessoa da outra.  "Quando comecei o projeto, me lembro de dizer que se eu queria fazer a diferença para pelo menos uma pessoa, então consegui. À medida que o projeto cresce, espero que consiga atingir mais pessoas e continue a ter um impacto positivo."

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As pessoas fotografadas esconderam as cicatrizes por anos e o projeto foi como um "grito de libertadade", abraçado com entusiasmo. "A resposta foi realmente positiva e se ver através dos olhos de um fotógrafo pode ser uma experiência poderosa", afirma Sophie. "Para algumas pessoas, a experiência do ensaio pode ser muito terapêutica, já que eles podem não ter compartilhado suas experiências antes, e para outros é a consolidação de um novo amor por suas cicatrizes — e seu corpo".


Retorno positivo

E parece que o projeto da fotógrafa está tendo o impacto positivo que ela está determinada a alcançar, porque muitas pessoas se sentiram inspiradas em contar as próprias histórias. "À medida que mais pessoas descobrem o projeto, mais pessoas querem participar. Espero que, no futuro, possamos fazer um livro da série e que as pessoas que já participaram e quem está passando por isso possam se identificar", diz. 

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Nas redes sociais não é diferente. A página de Sophie no Instagram está com mais de 52 mil seguidores e cada foto do projeto "Por trás das cicatrizes" recebe milhares de curtidas e comentários. A maioria é de pessoas que se sentem representadas por também terem marcas pelo corpo .

"Seu trabalho é muito inspirador! Eu tenho acompanhado bem antes de eu ter minha própria cicatriz e agora estou mostrando ela com orgulho!", escreveu uma internauta. "Oi, eu amo o que você está fazendo e mostro minhas feridas e cicatrizes o tempo todo para que outros possam ver que passamos nos torna mais fortes", comentou outra. 

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