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A atriz Debbie Reynolds faleceu apenas um dia após a morte de sua filha, Carrie Fisher. Entenda como a morte de um filho pode impactar os pais

A atriz Debbie Reynolds morreu na noite de quarta-feira (28), aos 84 anos, apenas um dia após a morte de sua filha, Carrie Fisher, também atriz, mais conhecida por estrelar a princesa Leia na saga “Star Wars” nos cinemas.

Com a morte da mãe, tão pouco tempo após a da filha, as pessoas começaram a cogitar a possibilidade de que o motivo do falecimento de Debbie Reynolds, por um Acidente Vascular Cerebral (AVC), teria sido a tristeza pela morte da filha.

Debbie Reynolds faleceu na noite de quarta-feira, um dia após a morte da filha
Reprodução/Twitter
Debbie Reynolds faleceu na noite de quarta-feira, um dia após a morte da filha

Para alimentar os palpites do público, Debbie faleceu enquanto fazia os preparativos para o funeral de Carrie Fisher. O tabloide americano "TMZ" ainda noticiou que o filho da atriz afirmou que as últimas palavras da mãe, antes de morrer foram: “Eu sinto tanta falta dela, quero estar com Carrie”.

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Mas a morte de uma filha pode ser responsável pelo falecimento da mãe? De acordo com uma pesquisa da Universidade Notre Dame, no Estados Unidos, sim.

O estudo feito com quase 70 mil mães concluiu que a probabilidade de uma mãe morrer triplicava durante os dois anos seguintes à perda do filho, em comparação com as que não vivenciavam a morte de um filho.

Depois dos dois primeiros anos, elas ainda eram mais suscetíveis a morrer, mas a diferença diminuía para uma chance 22% maior.

De acordo com a psicóloga Maria Helena Franco, o tempo em que a maioria das pessoas leva para trabalhar o luto e lidar com a ausência de um ente falecido é por volta de dois anos, não coincidentemente, o período descoberto na pesquisa americana.

A especialista em tanatologia, ciência que estuda a morte, Lucélia Paiva, já explicou, em entrevista do Delas, que o primeiro ano é o mais complicado de se enfrentar sem um familiar, como o filho: “São muitos primeiros momentos sem a pessoa ao lado”.

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Cada um com seu luto

Para cada pessoa, viver o luto e superar uma perda é diferente. Segundo a especialista, quando mais repentina a morte, maior será a dor de seus entes queridos.

Gláucia Rezende Tavares é psicóloga e perdeu uma filha de 18 anos em um acidente de trânsito em 1998. Ela afirmou, também um papo com o Delas, que cada um vivencia e demonstra essa dor de uma maneira: “Retomar a vida não significa necessariamente que a pessoa tenha superado a perda”.

Alguns preferem voltar logo ao trabalho para não se render a inércia e “não justificar o fracasso em nome da morte do outro”, explicou Maria Helena.

Mas a verdade é que perder um filho é considerada uma das piores dores que podem ser vivenciadas e, por isso, é difícil entender a experiência e o que pode ter acontecido com Debbie Reynolds. “Quando morre um filho da gente, não temos nada a fazer. É um sentimento de impotência muito grande, que pode gerar uma sensação de fracasso”, desabafou Glaucia.

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