Um toque atemporal dentro de casa que não se prende a modismos. O tijolinho de vidro é um item que defende valores como o equilíbrio sutil entre luz, sombra e privacidade.

Produto considerado até então de baixa qualidade pela sua composição original (técnica do vidro soprado) até chegar na variação que conhecemos hoje – junção de duas partes de vidro, com o centro oco, formando um bloco único – sendo utilizado em navios, estufas, enchimento para construção civil e posteriormente incorporado em pavimentos de espaços subterrâneos para permitir a passagem de luz, seu auge se deu nos anos 70 quando grandes nomes da arquitetura incorporaram os tijolos em diferentes tipos de projeto, desde residências até restaurantes. Com o resgate do saudosismo, novamente eles ganham destaque com aplicações novas e modernas, seja como elemento de destaque de fachada, janela ou o que a criatividade permitir.

Onde posso usar?

Por ser um material versátil e com boa durabilidade, o bloco pode ser utilizado em paredes, elemento de divisória, em muros, fachadas, varandas, janelas.

Quais os formatos existem?

Devido a atualização da tecnologia, hoje encontramos no mercado em diversos tamanhos, formatos e cores, o que permite grande flexibilidade na aplicação.

Quais são as vantagens desse produto?

Por ser um bloco translucido, a maior vantagem é a quantidade de luz que se é permitida pelo vidro, quando aplicado na fachada, e consequentemente a redução de utilização de formas artificiais de iluminação, gerando uma economia energética. Seu centro oco gera isolamento térmico semelhante as janelas de vidro duplo, bloqueando infiltração de ar que os caixilhos tradicionais permitem e evitando trocas de calor.

Você viu?

O seu custo de aquisição é relativamente pequeno (exceto peças especiais que hoje encontramos no mercado e que uma avaliação de valores é necessária), sendo acessível a vários tipos de projetos. Como o vidro é um produto atemporal, ele é adaptável para qualquer tipo de proposta.

Um outro benefício é a privacidade desejada. Como os blocos permitem uma grande variedade de aplicação, eles permitem a passagem de luz sem expor visualmente os elementos que estão por trás. Um exemplo de aplicação é em muros – a luz entra pelo vidro, mas não é possível ver com clareza o que tem por trás desse elemento, ou seja, ele exerce duas funções ao mesmo tempo e, ao contrário de uma janela comum, o tijolo de vidro é muito difícil de quebrar, garantindo a segurança.

Como o vidro é um produto 100% reciclável, a sustentabilidade é fator fundamental em nossas escolhas atuais, garantido a preservação do meio ambiente.

Por último, seu valor estético e funcional traz versatilidade e singularidade a qualquer ambiente.

Existem desvantagens?

Caso seja mal instalado, poderá apresentar trincas futuras. A argamassa de assentamento é específica, assim como é necessário o uso de espaçadores e vergalhões. Caso a área aplicada seja maior de 2m², é preciso colocar juntas elásticas a fim de proteger os blocos contra atritos. Se o material for de baixíssima qualidade, ao longo do tempo, ele poderá amarelar e apresentar embaçamento.

Dica da Helo - o bloco de vidro não é um elemento estrutural e, para garantir a estabilidade, mesmo em pequenas áreas, é recomendável a instalação de vergalhões dispostos na horizontal e vertical, entre cada fileira.

Dependendo do local de aplicação, é necessário realizar algum tipo de acabamento para que as quinas não sejam danificadas, como acabamentos em pedras (granito ou mármore) ou madeira, a fim de proteger todo o conjunto.

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