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A partir de um processo chamado "glassfusion", o vidro derretido "pinga" em direção ao chão, acomodando-se nele e formando os tentáculos da peça

Vidro só serve para criar recipientes e enfeites sem graça, certo? Errado. Utilizando um processo que trabalha o material de forma única, a artista italiana Daniela Forti cria mesas incríveis cujo formato as lembra versões imensas e coloridas de águas vivas que estão prontinhas para sair nadando.

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Usando uma técnica que derrete o vidro até que ele
Divulgação/Daniela Forti
Usando uma técnica que derrete o vidro até que ele "pingue", a artista cria mesas que se parecem com águas-vivas

Ainda que esse processo esteja presente em outros dos trabalhos da artista, é no projeto intitulado “Medusa” (como á água-viva é chamada em italiano) que ele aparece de maneira mais inusitada e incrível. Neste projeto, a gravidade fez quase todo o trabalho, transformando o vidro derretido que se desprende dos “tampos” das mesas em tentáculos que se misturam e enrolam ao encostar delicadamente no chão.

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O projeto se chama
Divulgação/Daniela Forti
O projeto se chama "Medusa" (água-viva em italiano) e as mesas aparecem em diferentes cores e formatos

As peças variam de cores e tamanhos, formando sombras coloridas no chão, mas até as que são completamente transparentes conseguem hipnotizar.

Enquanto a maioria se parece com a criatura marinha, algumas ainda lembram flores gigantes
Divulgação/Daniela Forti
Enquanto a maioria se parece com a criatura marinha, algumas ainda lembram flores gigantes

Enquanto algumas das obras são praticamente iguais a águas-vivas e seja possível imaginá-las nadando no oceano, outras lembram grandes flores dignas de Pandora, o mundo em que se passa o filme “Avatar”.

Como as peças são feitas?

Para criar as peças únicas, Daniela utiliza um processo chamado de “glassfusion” (fusão de vidro em tradução livre), que mistura vidro e cristal. Por utilizar o processo desde meados dos anos 80, a artista se tornou praticamente uma mestra em criar arte a partir dele.

De acordo com a explicação no site da italiana, o “glassfusion” consiste em  submeter esses materiais a temperaturas que vão de 800 a 850°C, fazendo com que elas “pinguem” em direção ao chão. Após derretido, o vidro passa por um lento processo de resfriamento para que as moléculas dos materiais fiquem novamente estáveis, resultando em peças que misturam arte e funcionalidade perfeitamente.

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No 'glassfusion', o material é submetido a temperaturas altíssimas para que derreta até pingar e a gravidade faz o resto
Divulgação/Daniela Forti
No 'glassfusion', o material é submetido a temperaturas altíssimas para que derreta até pingar e a gravidade faz o resto

Ficou de queixo caído com as obras e adoraria ter uma "mesa água-viva " no centro da sua sala? Infelizmente, as criações de Daniela estão bem longe do Brasil; somente os sortudos que estiverem passando pela Toscana, na Itália, poderão dar uma olhadinha nas mesas, já que elas estão em uma exposição permanente no hotel Palazzo Tucci.

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