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Curtindo a praticidade e o estilo de seu novo visual, apresentadora da Globo diz que não pensa, no momento, em deixar as madeixas crescerem. Para cabeleireira, assim como ela, muitas estão apostando tudo nos cortes curtos

O cabelo curto está, literalmente, fazendo a cabeça da mulherada, mas , afinal, o que as encoraja a apostar tudo na tesoura? A atriz e apresentadora Fernanda Souza , de 34 anos, aderiu ao visual recentemente, e afirma que a praticidade é o que a motivou. Agora, acostumada com as novas madeixas, ela já se considera uma “viciada” em cortar os cabelos e brinca que está disposta a convencer qualquer mulher a fazer essa mudança radical.

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Viciada no cabelo curto, Fernanda Souza diz que é capaz de cortar o de outras mulheres só para mostrar o quanto é bom
Reprodução/Instagram
Viciada no cabelo curto, Fernanda Souza diz que é capaz de cortar o de outras mulheres só para mostrar o quanto é bom


“Um dia eu vou ficar assim [careca] porque a cada hora eu corto o meu cabelo mais um pouco (risos). Olha, eu só não falo para vocês que nunca mais vou deixar o cabelo crescer porque sou geminiana, e geminiana muda muito. Mas estou gostando mesmo do cabelo curto ”, garante ela, que já tem vários argumentos para provar que vale a pena cortar os fios sem dó, já que cabelo cresce rápido.

“É muito bom e prático. Para quem fica em dúvida, eu falo que, se tiver uma tesoura perto, eu mesma corto”, diz, aos risos. Ainda segundo a apresentadora, a vontade de fazer um corte mais ousado já existia há um bom tempo, mas suas personagens nunca exigiram um cabelo mais curtinho, fazendo com que ela mantivesse sempre o mesmo visual.

“Eu vivi 18 anos da minha vida precisando ter o corpo e o cabelo das personagens. Depois que eu parei de fazer novela e comecei a apresentar programa, pensei que era a hora de ter o cabelo que eu quisesse ter”, revela a moça que, sem deixar a sinceridade de lado, admite que outro fator que atrasou seu corte foi a falta de coragem para “passar a tesoura”, pois ela não sabia como ia ficar e tinha um pouco de receio de arriscar.


Na época, ela diz que o que a ajudou a não ter medo foi a certeza de que é legal mudar o cabelo quando se está passando por um momento de transição na vida. Primeiro, ela fez um chanel, quando o seu programa “Vai, Fernandinha”, no Multishow, conquistou a liderança da TV a cabo. Agora, prestes a estrear a frente de um programa na Globo, ela aproveitou para cortar um pouco mais, e até mudou a coloração.

“Saí do ruivo e vim para esse castanho queimado. Deu um trabalhinho para fazer, mas estou amando. Eu já queria cortar meu cabelo para a nova temporada do ‘Vai, Fernandinha’, imagina agora que estou fazendo um programa novo? Dá vontade até de pintar o cabelo de roxo (risos)”, brinca ela.

Cabelo curto não é só a aposta das famosas

Embora várias artistas estejam cortando o cabelo curto e admitam, assim como Fernanda Souza, que estão “viciadas” em fazer cortes, não são só as celebridades que estão batendo cartão nos salões para diminuir a juba. A cabeleireira Carmen Singillo, dona de um espaço de beleza em São Paulo, afirma que, cada vez mais, suas clientes apostam na mudança radical, e não é exagero dizer que elas ficam, de fato, obcecadas em manter o corte.

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“Praticamente 99% das minhas clientes que optam por cortar o cabelo curto voltam para cortar de novo, sempre pedindo um corte mais curtinho. A cada 20, 30 dias, no máximo, elas estão cortando novamente para não perder o corte”, diz ela, que recomenda que as mulheres adotem mesmo esse intervalo entre um corte e outro para que os cabelos não fiquem com “várias pontas”.

Daiane, assim como Fernanda Souza,  ficou viciada em cortar o cabelo desde a primeira vez que
Arquivo pessoal
Daiane, assim como Fernanda Souza, ficou viciada em cortar o cabelo desde a primeira vez que "passou a tesoura"


A bancária Daiane Novais, de 30 anos, conta que também já fez parte desse grupo de “viciadas” em cortar o cabelo. A primeira vez que cortou, embora tivesse receio, diz que ficou encantada com o resultado. Além da facilidade para lavar e secar os fios, ela exalta o fato de não precisar mais amarrar as madeixas no calor. “Aquele ventinho na nuca dá uma sensação de liberdade e, no frio, é só usar um cachecol”, afirma.

Hoje, a paulistana revela que pretende deixar o time do cabelo curto porque fez a transição capilar e as suas madeixas, agora cacheadas, ficam "armadas" quando estão curtinhas demais, algo que ela não curte muito. Ainda que seja por uma boa causa, porém, ela confessa que já sente falta do corte anterior, e lamenta por algumas mulheres não viverem essa experiência.

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“Infelizmente, existe uma cultura de que a mulher deve ter o cabelo comprido, e isso faz com que a maioria das pessoas, principalmente os homens, aconselhe a deixar crescer”, critica a moça. Segundo Carmen, no entanto, a maioria das jovens ainda usa o cabelo longo, mas essa preferência está mudando a partir dos 30 anos, faixa etária que aposta muito no corte chanel.

De acordo com a profissional, quando o assunto é cabelo curto, muitas clientes também citam o cabelo da jornalista Sandra Annenberg. Enquanto isso, as mulheres de 50 anos para cima, além de optarem pelo cabelo curto, estão apostando no cabelo natural, com os fios grisalhos mesmo. “Uma boa porcentagem, aqui no meu salão, está deixando assim. Está em alta”, garante.


Voltando a falar sobre cabelo curto, a preocupação da cabeleireira é a de deixar os cortes femininos e modernos. Para quem está pensando em ir até um salão de beleza para fazer um corte novo, Carmen aconselha ter uma boa conversa com um profissional de visagismo antes, para, assim, escolher um modelo que combine com o rosto e não gerar decepção após o corte.

Dependendo da estrutura do fio de cabelo, Carmen também conta que prefere fazer os cortes utilizando navalha para dar movimento e dinamismo. Ela diz que essa é uma boa dica para quem quer mudar visual. Se a cliente tiver mechas, entretanto, ela afirma que o melhor é contar com a boa e velha tesoura. “Aí não dá para cortar com a navalha para não ficar com uma aparência ruim”, explica, ao dizer que tem corte para todos os gostos.

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“Quem corta, mesmo que mantenha o comprimento curto, gosta de estar sempre fazendo cortes diferentes para mudar um pouco. E dá para fazer várias combinações: tem franja curtinha, costeleta desfiada, nuca batida e desfiada também. Às vezes, dá para deixar mais cheio em cima ou um pouco maior atrás e curto na frente, com ou sem franjão. Enfim, as mulheres, no geral, gostam do cabelo curto bem degrafilado para dar uma aparência jovem e feminina”, finaliza.

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