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Tirar a pele que protege a base da unha não é algo muito comum fora do Brasil e o costume pode fazer com que mulheres achem que não há outra solução; veja como fazer as unhas sem precisar remover as cutículas

Muitas mulheres viajam para fora do Brasil e ficam espantadas em saber que tirar a cutícula das unhas não é uma prática nada comum em outros países. Assim como o que ocorre com os cílios, que estão ali para proteger os olhos, a pele que cobre a base da unha está ali por um motivo.

Tirar a cutícula das unhas não é exatamente necessário e pode gerar problemas
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Tirar a cutícula das unhas não é exatamente necessário e pode gerar problemas

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De acordo com Luzia Costa, criadora de um método inovador de cuidados com as unhas – que remove apenas o excesso de pele, sem cortá-lo por completo –, remover a cutícula com alicate, além de frequentemente machucar os dedos, pode deixar a região desprotegida de infecções ocasionais.

O uso de instrumentos não esterilizados em salões também é um veículo para diversas doenças transmitidas por fluidos corporais, como a hepatite. Segundo Luzia, mesmo os alicates e espátulas que temos em casa deveriam passar por um processo de limpeza após cada uso, já que podem “se contaminar” até pelo transporte dentro da bolsa.

Qual é, portanto, a melhor forma de deixar as unhas bonitas sem atrair riscos para a saúde? A técnica que tem ganhado o coração de blogueiras e mulheres por todo o país é simples e pode ser feita tanto em casa quanto no salão.

Empurrar e hidratar

A saída encontrada por muitas para o problema é empurrar a pele em vez de removê-la. Após passar um pouco de hidratante em cada uma das unhas e deixar os dedos “de molho” na água para que as cutículas fiquem mais molinhas, uma espátula é utilizada para empurrar a camada de pele em direção à base da unha , de leve. Algumas pessoas usam um palito com algodão enrolado para deixar o processo ainda mais suave. Depois disso, o alicate pode ser usado para remover rebarbas de pele que estejam muito grandes.

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Uma das queixas mais comuns de mulheres que começam a usar esse método em vez da manicure comum é a de que, ao deixar de cortar o excesso de pele dos dedos, ela cresce de forma descontrolada e acaba ficando feia. A chave para que isso não aconteça, segundo Luzia, é a hidratação constante da região.

Inovação

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Divulgação/Edgard Pacheco
A "cuticularia", como Luzia batizou, faz as unhas sem retirar a pele que cobre a base das unhas. Método está disponível nos salões Beryllos

Há ainda métodos para "limpar" as unhas, como explica Luzia. O instrumento utilizado para aparar as sobras de pele que ficam nos cantinhos e na base das unhas nasceu no consultório do dentista.

“Fui ao dentista com a minha filha e perguntei o que era aquela broca. Ela disse que era uma ponta diamantada que servia para polir”, explica a profisional. Interessada no instrumento – utilizado principalmente em crianças pela delicadeza com a qual atua – ela conseguiu um para testar acoplado a um motor como o usado por podólogas.

Após dois anos de muita pesquisa, Luzia desenvolveu o método, que consiste em banhar as cutículas com um fluido emoliente para deixá-las extremamente moles e passar a broca diamantada pelos dedos, fazendo com que apenas o excesso de pele se solte com facilidade e a base das unhas continue protegida. De acordo com ela, a técnica não machuca e o processo completo – incluindo esfoliação, hidratação e a aplicação de esmalte – dura meia hora.

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Não compartilhe instrumentos

Segundo Luzia, cada vez mais as mulheres estão buscando uma forma de deixar as mãos bonitas e as unhas esmaltadas sem tirar toda a pele em torno das unhas. “Já escutei muito sobre brasileiras gostarem de afundar a cutícula, mas muitas não suportam o processo, nem gostam de levar o próprio kit para o salão, arriscando usar instrumentos não esterilizados”, afirma.

Além da transmissão de doenças pelos instrumentos usados para remover a cutícula, como palitos, alicates e espátulas, um estudo realizado por pesquisadores da Famerp (faculdade estadual de medicina de São José do Rio Preto) descobriu que fungos e bactérias não são eliminados pela química do esmalte. Compartilhar e negligenciar a higiene destes objetos é, portanto, altamente contraindicado.

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