Um usuário do Twitter fez uma longa thread sobre como largar a pornografia mudou suas relações e sua vida. No início do relato, ele já deixa claro que a postagem é anti-pornô, mas de forma alguma anti-masturbação, já que os dois não precisam estar, necessariamente, juntos.

Fingir que está curtindo e tentar se parecer com atriz pornô são os principais erros que as mulheres cometem no sexo
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Fingir que está curtindo e tentar se parecer com atriz pornô são os principais erros que as mulheres cometem no sexo


Ele diz que seu primeiro contato com a pornografia, e consequentemente com o sexo, foi aos 10 anos de idade. E, desde então, ele passou a consumir conteúdos do tipo e a normalizar situações que normalmente você não normalizaria. "No meu caso, eu me vi depois de um tempo assistindo vídeos com a temática de estupro com uma normalidade que hoje me enoja, sempre me consolando com o pensamento de que aquilo não era um estupro real, eram atores e atrizes como em filmes", conta.

Outro ponto apontado pelo autor do relato é que foi ficando cada vez mais difícil se masturbar sem ter o auxílio da pornografia. "Depois de um tempo, eu percebi que quando eu não tinha acesso a pornografia, era difícil me masturbar, não conseguia mais chegar ao ápice tão facilmente sem aquela bomba de estímulo no meu cérebro, e quando chegava, os pensamentos não eram os mesmos de antes", relata. Além disso, ele passou a erotizar pessoas e situações que antes não erotizaria.

E, claro, o hábito de consumir pornô desde tão cedo refletiu também em suas relações com as mulheres - já que ele é hétero. "Quando eu iniciei a minha vida sexual eu percebi que tinha ejaculação retardada, principalmente quando a minha parceira não correspondia a um comportamento que eu estava acostumado a ver nos pornôs, os gritos não eram tão estridentes e ela não parecia sentir tanto prazer quanto eu".

E isso acabava fazendo com que as vontades e necessidades de suas parceiras não fossem atendidas. "A questão é que na época eu não sabia ainda que a maioria absoluta das mulheres não goza apenas com penetração, o pornô não te conta isso, ele não te conta que a mulher precisa estar lubrificada antes de iniciar a relação, e não te conta que você também precisa fazer sexo oral", diz.

Ele começou a repensar o consumo de pornografia quando teve contato com pautas feministas e, consequentemente, com a exposição da indústria pornô. Mas isso não foi tão fácil, já que "o pornô é como uma droga", relata. "No pornô não existem limites, e com o tempo as relações normais perdem a graça, e mesmo eu me sentindo culpado, toda vez que ia me masturbar eu tinha uma recaída e voltava a correr atrás do estímulo visual", continua.

Para conseguir largar o hábito de vez, ele reeducou os estímulos, sentindo o resultado imediatamente. E isso só lhe trouxe benefícios: "Eu me conectei melhor com os meus sentidos, descobri outras zonas erógenas do meu próprio corpo e um tipo diferente de prazer".

"E cá entre nós, se masturbar no escuro, ouvindo uma música, se acariciando, e não contribuindo com uma indústria que mata e objetifica é MUITO melhor", releva. Além disso, ele passou a sentir muito mais atração com mulheres reais, livre de idealizações. "Hoje em dia eu adoro cada pelinho, cada sobrinha e cada risquinho que encontro por aí, vocês não fazem ideia do tanto que isso é libertador, tanto pra mim quanto para qualquer eventual parceira", conta.

"Com o tempo eu também percebi que me dedicava muito mais ao prazer da minha parceira, e que isso me dava MUITO prazer também, e então um universo de novas possibilidades se abriu pra mim". Por fim, ele traz uma reflexão: "Até que ponto seus comportamentos na cama e fora dela são influenciados pelo pornô? Até quando você vai deixar isso atrapalhar a sua vida e seus relacionamentos?".


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