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"Queria um pouco mais de emoção", diz Dahlia Rain que gosta de ter homens a seus pés e é adepta do BDSM – se os subs a obedecem, ela os "recompensa"

Cansada da vida que levava, a americana Dahlia Rain, de 35 anos, resolveu largar tudo para virar uma “dominatrix” – termo usado para designar a mulher que assume o papel dominante nas atividades de BDSM . Ela desistiu do casamento e largou o emprego de professora para trabalhar como dominadora profissional e passou a dedicar seu tempo a mandar em seus “escravos”. Ela pede de tudo para os submissos, desde cozinhar a limpar a casa, e, quando eles obedecem, ela os “recompensa”.

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Dahlia Rain e uma dominatix, ela vive com o namorado John e ele aceita que ela domine
reproducao/barcroft tv
Dahlia Rain e uma dominatix, ela vive com o namorado John e ele aceita que ela domine "escravos" como Fluffy


O atual namorado dela, John Fathom, de 41 anos, gosta de ser tratado dessa forma pela dominatrix , e diz que respeita o fato de a namorada dele ser tão forte e ter outros escravos. Em entrevista ao canal Barcroft TV, Dahlia explica que descobriu que essa era sua vocação há muitos anos. “Todo mundo descobre diferentes fetiches alguns momentos de suas vidas. Eu tentei fazer a coisa padrão de ser dona de casa, mas sentia que estava faltando. Eu queria um pouco mais de emoção e meu ex-marido não queria”, conta.

Sem sexo durante a dominação 

Depois de se divorciar, a americana começou a explorar o fetiche que tem por ter os pés adorados – prática conhecida como podolatria. “Comecei a conhecer mais pessoas excêntricas e ir a festas fetichistas e então isso se tornou parte da minha vida”, conta. E foi justamente nesses lugares que passou a frequentar que conheceu seus “escravos” – outro um nome dado aos submissos na prática BDSM.

Muitos acham que Dahlia dorme com seus “súditos”, mas não é assim que o fetiche funciona. “Não faço sexo com meus escravos, não há mesmo um relacionamento sexual. Isso é uma fantasia. Eu recebo muitos e-mails e mensagens de pessoas querendo ser meu escravo sexual, querem ficar amarrados no meu quarto 24 horas por dia, mas esse não é o tipo de dominação que eu faço”, expõe.

Estilo de vida ou profissão

Fluffy diz que ama fazer tudo o que a dominadora manda e que seu desejo é o de fazer ela feliz
reproducao/barcroft tv
Fluffy diz que ama fazer tudo o que a dominadora manda e que seu desejo é o de fazer ela feliz

A ex-professora explica que existe dominatrix que leva isso como um estilo de vida e outras como profissão.  “Quando as pessoas agendam uma sessão, elas estão me dando dinheiro para ficarem em minhas mãos por uma hora, mas meus escravos levam isso como estilo de vida e ficam permanentemente aos meus cuidados”.

Os submissos podem pagar por algumas coisas, como roupas para a dominadora, mas Dahlia garante que não faz questão disso. Caso eles obedeçam às ordens dela, a americana os recompensa com punições BDSM, como ser amarrado, amordaçado e chicoteado. Um de seus escravos é Fluffy, de 35 anos, ele afirma que faz basicamente tudo o que a dominadora pede, desde servir o café da manhã até lamber os pés dela.

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“Gosto de fazê-la feliz. Sinto-me bem quando vejo um sorriso no rosto dela e sei que ela cuida de mim. Ela me recompensa de várias maneiras diferentes. Por exemplo, na outra noite, eu queria dormir ao pé da cama dela, e ela disse que eu podia, e foi ótimo. Fiquei muito feliz” relata o submisso.

Namorado divide a parceira com os "escravos"

O namorado de Dahlia não se importa que ela também realize esse fetiche com outros homens, pois ele diz que quando a conheceu já percebeu que ela era forte e que faria com que ele fosse quem gostaria de ser. “Encontrei muitas garotas atraídas por mim porque, a princípio, eu parecia muito confiante, mas com o tempo isso se tornou um problema, pois elas [as antigas parceiras] tentaram me diminuir e me fazer sentir mal com isso”, lembra.

Depois que conheceu Dahlia percebeu que ela já se sentia como uma “deusa” e demostrava ter um ego fortalecido, que não seria abalado com minha confiança, então John chegou à conclusão de que ela não tentaria o colocar para baixo, pois ela já tinha uma autoestima elevada. Na primeira noite que saíram juntos, foram a uma festa fetichista e lá ele já descobriu que a acompanhante tinha submissos. “Um escravo dela se aproximou e começou a falar com a gente. Fiquei pensando por que ele se atreveu a vir até nós. Será que ele não sabe o seu lugar? Logo depois eu a vi chicoteá-lo.”

A dominatrix não tem relações sexuais com os submissos e
reproducao/barcroft tv
A dominatrix não tem relações sexuais com os submissos e "recompensa" eles com humilhações envolvendo os pés


Está achando que ele se assustou? Que nada! O pensamento ele que teve foi: “Uau, essa garota pode realmente chicotear os outros”. John ainda garante que foi divertido descobrir o “trabalho” de Dahlia. O relacionamento dos dois passou a ficar sério e ele simplesmente aceitou que ela tivesse outros adoradores aos pés da namorada dele.

Pedidos inusitados que recebe 

Além dos pedidos de dominação física, a americana recebe outros pedidos inusitados. Um homem, por exemplo, ofereceu US$5 mil (aproximadamente R$ 16,7 mil) para a americana arruinar a vida dele. “Por favor, entre em contato com minha esposa e diga a ela que sou um pervertido”, escreveu o homem que também deixou o telefone da esposa dele para Dahlia ligar, porém ela não fez isso. “Eu não quero arruinar sua vida! Eu não sou assim, mas você pode encontrar alguém que faça isso”, foi o que ela respondeu.

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A americana fala que o mais deseja é tornar a vida das pessoas melhor, pois acredita que uma dominatrix é capaz de fazer isso para seus escravos. Como exemplo, ela cita Fluffy. Eles se conheceram há seis anos em uma festa fetichista em Nova York, rapidamente se tornaram amigos e depois entraram em um relacionamento de dominação e submissão.

“As pessoas estavam se aproveitando dele. Quando você tem uma personalidade submissa, as pessoas andam em cima de você. Se você é um sub, você está mais seguro sendo possuído, porque então você tem orientação e alguém apontando a direção certa para você”, fala a dominatrix . “É algo que eu planejo fazer para sempre. Eu vou ser uma velhinha com escravos empurrando minha cadeira de rodas”, finaliza.

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