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Apesar de o carnaval ser a época mais descontraída do ano, é importante tomar alguns cuidados para que a paquera não se torne um pesadelo

Com o carnaval praticamente virando a esquina, esse é o momento em que muita gente começa a tirar o pó das fantasias e coloca o corpinho cheio de glitter para jogo nos bloquinhos que já pipocam pelas grandes cidades. Toda a festa, a música e o colorido já bastam para animar muita gente, mas, ainda assim, há quem tenha outro foco durante esta época do ano: a pegação.

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Sim, carnaval é época de pegação, mas é preciso lembrar de algumas coisas para que ela seja prazerosa e segura
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Sim, carnaval é época de pegação, mas é preciso lembrar de algumas coisas para que ela seja prazerosa e segura

No carnaval , é comum que a galera festeje, viaje e se veja rodeada de pessoas interessantes. Com isso, o clima se torna propenso para a paquera e o envolvimento físico que pode ficar apenas no sexo casual ou tornar-se algo a mais após o fim da folia. Porém, ainda que a época seja famosa por todo esse clima de “romance”, há quem esteja se aventurando nela pela primeira vez e não domine muito bem a arte da conquista e do “ pega, mas não se apega ”.

Como puxar assunto ou saber se a pessoa está a fim? E na hora do vamos ver, o que pode e o que não pode? Confira dicas para tirar a paquera de letra e lidar com a experiência do sexo casual de forma madura e segura:

Paquera na folia

De acordo com Cátia Damasceno, coach em relacionamentos e criadora do projeto “Mulheres Bem Resolvidas”, a preparação para arrasar na conquista durante a folia vai muito além de um look bem montado:

Acentue suas qualidades

Na hora de montar o visual para as festinhas de carnaval, Cátia afirma que, se a ideia é chamar atenção, o ideal é valorizar o que se tem de mais bonito. Por exemplo: você gosta dos seus cabelos e tem uma juba de parar o trânsito? Então aposte em um penteado que a deixe ainda mais deslumbrante. Se seus olhos são os queridinhos, escolha uma maquiagem poderosa que os deixe com mais destaque ainda. Isso vai contribuir com a confiança, o que nos leva ao próximo tópico:

Descontração e determinação

De acordo com Cátia, é hora de se esforçar ao máximo para espantar o medo e a insegurança, mostrando-se uma pessoa desinibida que sabe muito bem o que quer. A especialista aconselha agir com sinceridade e leveza; se você é uma pessoa enérgica que está sempre de bom humor, aposte nisso. Se não, nada de forçar a barra!

Linguagem corporal

De acordo com Cátia, quem está em clima de paquera percebe, sim, todos os detalhes. A especialista aconselha apostar em longos e intensos olhares, toques nas mãos ou nos ombros da pessoa que se está paquerando e nas jogadas de cabelo. Segundo ela, isso funciona porque, a partir desses gestos, a pessoa começa a fantasiar a respeito da outra e passa a ter vontade de se aproximar dela.

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Atenção com o papo

Chegou a hora de conversar, e agora? Para Cátia, uma das coisas mais importantes é deixar o interesse bem perceptível e usar um tom sincero no papo para que a outra pessoa sinta que você tem uma curiosidade real em conhecê-la. Sobre os assuntos, a especialista aconselha fugir das perguntas básicas. “Neste primeiro momento, é necessário fugir do óbvio. Faça perguntas e puxe assuntos diferentes, assim a outra pessoa vai pensar que você é única”, explica a coach.

Sem criar expectativas

Quando conhecemos pessoas interessantes, é natural que queiramos vê-las mais vezes, mas, segundo Cátia, é importante manter as expectativas em baixa e usar a filosofia do “o que vier é lucro”. “Se depois chegar uma mensagem, ótimo, ele realmente quer dar continuidade aos encontros. Se não, entenda o recado e vida que segue”, aconselha a especialista.

E se a coisa esquentar?

Não é nada raro que, no carnaval, a paquera evolua para uma ficada e, eventualmente, para algo mais quente em um lugar mais reservado. Apesar das chances de a experiência ficar na casualidade serem bem grandes, qualquer ato sexual requer alguns cuidados: 

C-O-N-S-E-N-S-O

Essa é a palavra-chave de todas as práticas sexuais. Não é porque você está com alguém só para uma transa e não pretende ver a pessoa novamente que precisa abandonar os limites e “se soltar” completamente. Tenha em mente que, se a outra pessoa quiser fazer algo que você não se sente confortável fazendo ou se você simplesmente perder o tesão, não deve continuar a dizer sim apenas para agradar.

Sim, está permitido conversar

Apesar de vocês estarem experimentando algo casual e possivelmente terem se conhecido há algumas horas, o sexo deve ser prazeroso para ambos. Para isso, é importante que um guie o outro, seja com toques ou com palavras.

Sem compromisso é sem compromisso mesmo

De acordo com Cátia, é importante continuar com as expectativas baixas mesmo se o clima esquentar. Transar com a pessoa uma vez não sela nenhum tipo de compromisso com ela e, sendo assim, é essencial tomar cuidado para não pressioná-la ou cobrar algo dela após o rolo.

Proteção e prevenção em primeiro lugar

Apesar de os avanços no combate à Aids nos últimos anos terem sido bem expressivos, a principal forma de transmissão do HIV ainda é o contato sexual . Em uma situação como a de um casinho de carnaval em que as pessoas podem ter se conhecido naquele mesmo dia, não é uma boa ideia confiar na palavra alheia ou contar com a sorte.

De acordo com especialistas, a camisinha é o único método contraceptivo capaz de prevenir tanto uma gravidez indesejada quanto a transmissão de doenças. Para que o preservativo masculino seja tão eficaz quanto promete ser, é importante que ele seja do tamanho apropriado para o pênis, não seja combinado com lubrificantes à base de óleo ou silicone e nem usado na água.

Apesar de ser uma forma de prevenção relativamente segura, simples de se utilizar e gratuita (já que é possível pegar camisinhas em postos de saúde), o preservativo masculino deixa a responsabilidade nas mãos do homem. É claro que a mulher pode ter camisinhas na bolsa, mas o poder de colocá-lo ou retirá-lo segue sendo dele, e é aí que entra outra possibilidade para elas: a camisinha feminina.

Apesar de ser menos conhecida e ter um visual intimidador, a camisinha feminina tem a mesma taxa de eficácia que a masculina e ainda traz algumas vantagens para a mulher . Ela pode, por exemplo, colocá-lo no canal vaginal (processo semelhante ao de inserir um coletor menstrual) até oito horas antes do ato sexual, e ainda contar com o fato de que ele diminui o atrito entre o pênis e a parede do canal, tornando o sexo mais confortável para quem sofre com falta de lubrificação.

Assim como a masculina, a camisinha feminina não deve ser utilizada em combinação com outro preservativo e pode ser retirada gratuitamente em postos de saúde. Agora é só se jogar na folia do carnaval, mas com responsabilidade!

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