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Cathy O'Neil explica que não quer que as pessoas vivam em um mundo feminista e sem homens, mas deseja que a convivência não seja "obrigatória"

A indústria de robôs sexuais está crescendo a todo vapor e se você acha que é só os homens que são beneficiados com isso, está enganada. A matemática Cathy O'Neil declara que os homens  correm o risco de se tornarem “ultrapassados” – quando as mulheres perceberem que as máquinas são capazes de garantir prazer sexual e ainda fazer mimos a elas.

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No futuro, mulheres podem preferir ter relações com robôs sexuais e não com homens reais
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No futuro, mulheres podem preferir ter relações com robôs sexuais e não com homens reais


Embora muita gente suponha que os robôs sexuais favoreçam principalmente os homens, Cathy ressalta que as mulheres têm desejos sexuais e também são capazes de ter prazer com esse tipo de brinquedo sexual. Segundo informações do portal americano “New York Post”, esse é o principal motivo que faz a matemática acreditar que é inteiramente possível que as mulheres prefiram as máquinas aos homens de carne e osso.

“As mulheres não são tão capazes quanto os homens de [ter prazer com] objetivações bruta. Há espaço em nossa mente para pensamentos e desejos impuros. Além disso, os robôs não discriminam ninguém e eles provavelmente podem fazer boas massagens. As mulheres também podem ser mimadas por esses ‘homens robóticos’”, afirma a especialista.

Vale a pena correr o riscos? 

Entretanto, Cathy admite que essas máquinas representam perigos potenciais à medida que a tecnologia vai avançando, como a possibilidade de hackers reprogramarem o sex toy para ele se tornar assassino e matar a dona. Mas, de acordo com o jornal, para a matemática, a prazerosa recompensa supera qualquer suposto risco.

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“O meu lado estatístico não deixa de questionar: essa ameaça é diferente da que um homem real apresenta?”, indaga a especialista que garante, que a taxa de assassinatos envolvendo parceiros sexuais é tão grande que os riscos da mulher ser morta por uma máquina de inteligência artificial são mínimos.

Cathy não deseja viver em um mundo sem homens, mas sugere que a introdução de máquinas poderia remover a necessidade de homens e mulheres viverem juntos. “Apenas para ser clara: não estou dizendo que devemos querer viver em um mundo militante feminista. Longe disso. Estou sugerindo que mulheres e homens possam coexistir, mas sem precisar necessariamente conviver juntos”, esquarece.

Substituição gradativa

A criação de robôs sexuais com inúmeros recursos é um assunto que divide opiniões, e muitos questionam se a tecnologia não está passando dos limites. Ainda segundo o jornal, Sergi Santos cria máquinas com essa finalidade e acredita que é apenas uma questão de tempo para que o casamento humano e robótico se torne comum na sociedade.

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Sergi está estudando uma forma de fazer com que ele consiga ter um bebê com seu robô sexual, que se chama Samantha. “As pessoas costumam olhar para Samantha como uma coisa estranha, mas sempre digo a elas que esses robôs estarão nas empresas trabalhando com elas e se casarão com seus filhos, netos e amigos”, afirma.

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