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De acordo com pesquisa realizada pelo IGBE, o País registrou 1.095.535 uniões em 2016, uma queda de 3,7% no total de casamentos de 2015

O número de casamentos civis no Brasil está diminuindo, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). De acordo com a pesquisa Estatísticas do Registro Civil 2016, divulgada nesta terça-feira (14), o País registrou 1.095.535 uniões em 2016, uma queda de 3,7% no total de casamentos em relação a 2015.

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Do total de 1.095.535 casamentos civis, 1.090.181 foram entre pessoas heterossexuais e 5.354 entre homossexuais
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Do total de 1.095.535 casamentos civis, 1.090.181 foram entre pessoas heterossexuais e 5.354 entre homossexuais

A redução foi observada tanto nos casamentos entre cônjuges de sexos diferentes quanto entre cônjuges do mesmo sexo, com exceção das regiões Sudeste e Centro-Oeste, que apresentaram aumento nos casamentos civis entre pessoas do mesmo sexo, de 1,6% (de 3.077 para 3.125 casamentos) e 7,7% (de 403 para 434 casamentos), respectivamente.

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Em relação a todo o Brasil, dentro do total de 1.095.535 uniões, 1.090.181 foram entre pessoas de sexos diferentes e 5.354 entre pessoas do mesmo sexo. Nas uniões civis entre cônjuges solteiros de sexos diferentes, os homens casam-se, em média, aos 30 anos, e as mulheres, aos 28 anos. Nas uniões entre pessoas do mesmo sexo, a idade média no casamento era de cerca de 34 anos, tanto para homens quanto para mulheres.

Divórcios

Ao mesmo tempo em que menos pessoas se uniram pelo País, foram concedidos 344.526 divórcios em 1ª instância ou por escrituras extrajudiciais, um aumento de 4,7% em relação a 2015, quando foram registrados 328.960 divórcios.

Em média, o homem se divorcia mais velho que a mulher, com 43 anos dele contra 40 dela. No Brasil, o tempo médio entre a data do casamento e a data da sentença ou escritura do divórcio é de 15 anos.

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A maior proporção das dissoluções ocorreu em famílias constituídas somente com filhos menores de idade (47,5%) e em famílias sem filhos (27,2%). A guarda dos filhos menores é ainda predominantemente da mãe e passou de 78,8% em 2015 para 74,4% em 2016. A guarda compartilhada aumentou de 12,9% em 2015 para 16,9% no ano passado.

Nascimentos

A pesquisa do IGBE também considerou o número de nascimentos registrados no País no ano passado: 2.793.935 e uma redução até maior que a de casamentos civis. Foram 5,1% a menos na comparação com 2015, quando foram contabilizados 2.945.344 nascimentos. Foi a primeira queda desse número desde 2010.

*Com informações da Agência Brasil

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