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Segundo um estudo do Center of Disease Control (Centro de Controle de Doenças), nos Estados Unidos, a camisinha ainda é o método mais popular, mas 60% dos adolescentes ainda apostam em um método não tão seguro

Apesar de o número de jovens entre 15 e 19 anos que afirmam ter feito sexo ao menos uma vez ter caído nos Estados Unidos de 1988 até 2015, um estudo recente realizado pelo Center of Disease Control (Centro de Controle de Doenças) mostra que os jovens estão atentos à questão da contracepção, mas ainda apostam demais no coito interrompido – método que consiste em tirar o pênis da vagina antes que a ejaculação aconteça – como forma de prevenir a gravidez.

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De acordo com o estudo, o coito interrompido é o segundo método contraceptivo preferido dos jovens norteamericanos
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De acordo com o estudo, o coito interrompido é o segundo método contraceptivo preferido dos jovens norteamericanos

Para o estudo, foram consultados mais de 4,1 mil meninos e meninas de 15 a 19 anos entre os anos de 2011 e 2015. De acordo com os resultados, 42% das meninas e 44% dos meninos afirmam ter feito sexo ao menos uma vez, demonstrando uma queda desde os anos 80 em que 51% das meninas e 60% dos meninos diziam já ter iniciado a vida sexual. Quanto aos métodos contraceptivos mais usados por eles, a camisinha vem em primeiro lugar, sendo a escolha de 97% dos entrevistados, e é seguida pelo coito interrompido , que é utilizado por alarmantes 60%.

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Método arriscado

Quando executado de forma perfeita, as chances de esse método contraceptivo falhar é parecida com a da camisinha; de acordo com a Planned Parenthood (instituição americana que reúne informações sobre saúde), enquanto a camisinha falha em cerca de 2% das vezes, interromper o ato sexual antes da ejaculação falha em aproximadamente 4% das situações.

O problema é que, ao contrário da camisinha , que cria uma barreira para a ejaculação independente do controle que o casal tem sobre a ejaculação, o coito interrompido depende totalmente da ação do homem. Como é difícil executar o método de forma perfeita, na prática, os dados mudam; segundo a instituição, na vida real, a cada 100 mulheres que utilizam esse tipo de prevenção, 27 acabam engravidando. Além disso, esse método não é arriscado apenas pelas chances de não impedir a fecundação, já que, assim como todos os contraceptivos que não são as camisinhas, não previne contra a transmissão de doenças.

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Os dados reforçam a importância da educação sexual , tópico que, muitas vezes, é deixado de lado por pais e instituições de ensino, especialmente no Brasil. Um estudo divulgado no início do ano pela Federação Internacional de Planejamento no início deste ano mostra que, em comparação com Argentina, Chile, México e Colômbia, o Brasil é o país em que a educação sexual é mais afetada pelo conservadorismo e por questões religiosas. Sem informações ou incentivo, é natural que os jovens se apoiem em métodos como o coito interrompido e algumas ideias erradas e falhas sobre prevenção de doenças e contracepção. 

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