O momento de iniciar a vida amorosa e sexual é repleto de descobertas, mas pode se tornar um pesadelo, principalmente para mulheres. Ainda nos dias atuais, é comum que a mulher seja criada sem incentivo para que conheça o próprio corpo, descubra os desejos e seja confiante. Desde pequenos, os homens são incentivados a se tornarem “garanhões”, enquanto mulheres crescem com a ideia de que não podem ter muitos relacionamentos e devem prezar por discrição e resguardo.

A falta de incentivo em descobrir o próprio corpo e o medo do julgamento das pessoas faz com que algumas mulheres tenham relacionamentos infelizes e continuem neles por acharem que é assim que deveria ser
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A falta de incentivo em descobrir o próprio corpo e o medo do julgamento das pessoas faz com que algumas mulheres tenham relacionamentos infelizes e continuem neles por acharem que é assim que deveria ser

Não explorar os próprios desejos e não ter informações suficientes a respeito da própria anatomia faz com que muitas mulheres confiem plenamente nos parceiros na hora de iniciar a vida amorosa e sexual. Às vezes, não há problema algum em aprender esse tipo de coisa com outra pessoa, mas isso pode torná-las mais sujeitas a frustrações e até a aturar situações que não deveriam existir em uma relação . Confira oito fatos sobre sexualidade e relacionamentos  que mulheres devem aprender o quanto antes:

1. A primeira vez no sexo não é necessariamente traumática

Não é difícil encontrar meninas que imaginam a primeira vez no sexo como um verdadeiro inferno na Terra, mas esse momento não é necessariamente marcado por dor e sangramentos hemorrágicos. De acordo com a educadora sexual Débora Padua, a questão do sangramento está relacionada ao rompimento do hímen, membrana em formato de anel que as mulheres têm no canal vaginal. Durante a primeira relação sexual, ele pode ou não se romper, e isso às vezes resulta em um sangramento, mas nada exagerado.

Quanto à dor, há algumas mulheres que têm vaginismo ou dispareunia, condições que causam uma contração involuntária dos músculos da vagina e impedem a entrada de qualquer coisa no canal vaginal, mas são casos particulares. De acordo com Débora, o problema da maior parte das meninas que sentem dor ao perder a virgindade é o nervosismo. A especialista afirma que, quanto mais nervosas elas ficam, menos irrigada a vagina fica. Sem lubrificação suficiente, o sexo pode ser desconfortável, por isso, aposte em um lubrificante à base de água para tornar tudo mais simples.

2. ... Mas ela pode não ser uma explosão de prazer

Para os homens, chegar ao orgasmo é simples, já que a sensação de prazer deles vem da estimulação do pênis. Para mulheres, porém, pode ser um pouco diferente. De acordo com a especialista em sexualidade Cátia Damasceno, é comum a ideia de que a penetração necessariamente faz com que a mulher goze, mas isso pode não acontecer – e está tudo bem com isso.

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Para chegar ao ápice do prazer, muitas mulheres precisam de um conjunto de estimulações, de uma prática ou até de uma posição específica, e é possível que leve tempo até que elas descubram o que as agrada. Isso nos leva ao próximo tópico:

3. Masturbação é algo totalmente normal

Não há como descobrir quais são as práticas que dão mais prazer durante o sexo se a mulher não costuma se tocar. A masturbação é algo natural, mas muitas pessoas – principalmente aquelas que começam a fazê-lo muito cedo – não conversam sobre esse hábito com ninguém ou até se privam dele achando que é algo errado. Se você sentir vontade, faça! É uma ótima forma de saber como é o prazer sexual e descobrir do que se gosta.

4. Não existe hora certa para fazer sexo

Não importa que suas amigas, conhecidas, primas e atrizes favoritas já tenham transado pela primeira vez, você não se torna uma pessoa pior ou melhor do que as outras por não ter perdido a virgindade. Fazer sexo pela primeira vez em uma idade mais avançada não torna a experiência pior, o que importa é a vontade de aproveitar aquele momento independente de qualquer outro fator.

5. Também não existe quantidade certa de parceiros sexuais

A primeira pessoa com quem você fizer sexo pode sim ser aquela que vai estar ao seu lado pelo resto da vida, mas não há nada de errado em ter vontade de fazer sexo com várias pessoas (desde que, é claro, vocês usem proteção) ou ter muitos relacionamentos. Também não há problema algum em simplesmente não ter tanta vontade de fazer sexo quanto as outras pessoas à sua volta têm. O desejo sexual não é o mesmo para todos e deve ser respeitado, nada de fazer coisas por achar que tem obrigação!

6. Não há nada de errado nem com o apego nem com o desapego

O sexo é responsável pela liberação dos chamados “hormônios do bem-estar” e, de acordo com alguns estudos, os efeitos que essas substâncias têm no corpo podem durar até 48 horas. É normal que ter um momento íntimo com alguém pode fazer com que você se sinta apegada a essa pessoa, mesmo que isso pareça ter surgido do nada.

Da mesma forma, transar com alguém não significa que você estará ligada a essa pessoa pelo resto da vida. O sexo compõe uma parte importante de um relacionamento, mas apenas isso não é suficiente para que ele se sustente. Se você vai para a cama com alguém porque está com vontade, mas não gosta de outros aspectos da personalidade da pessoa, não precisa continuar com ela.

7. Você não precisa ficar com ninguém só porque essa pessoa é muito legal

Conhece aquele conceito de “friend zone” (em tradução livre, zona da amizade) que muita gente usa quando alguém de quem gostam prefere ter relacionamentos com pessoas que não são tão legais assim? Esqueça. Sim, você pode acabar se apaixonando por alguém que é completamente apaixonado por você, mas pode ser que essa pessoa não desperte seus sentimentos e não há necessidade de se culpar por isso.

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8. Consertar as pessoas não é trabalho seu

É natural ir descobrindo hábitos, manias e traços da personalidade de alguém apenas com o passar do tempo em um relacionamento, mas, muitas vezes, você pode descobrir que a pessoa não é nada do que você pensava ser. Muitos relacionamentos abusivos, de início, parecem absolutamente normais e é só com o tempo que as pessoas se mostram tóxicas ou até agressivas. Se você passar por uma situação como essa, peça ajuda e saiba que não é seu trabalho “se doar” para que o parceiro ou parceira mude.

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