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Além de descobrir que as gerações atuais fazem menos sexo do que as gerações dos próprios pais e avós, o estudo também analisou as diferenças de hábitos entre pessoas casadas e solteiras, e os números surpreendem; veja

De acordo com um estudo recente  feito com 26 mil americanos, as gerações mais atuais fazem menos sexo do que os próprios pais e até avós. A pesquisa monitorou o hábito sexual de pessoas desde 1989 até 2014 e, apesar dos hábitos da atualidade indicarem maior liberdade sexual, descobriu que na década de 90, casais estavam fazendo sexo em média 60 vezes por ano, enquanto no intervalo de 2010 até 2014, o número caiu para 53.

Pesquisa revela quem está fazendo sexo mais frequentemente entre casados e solteiros
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Pesquisa revela quem está fazendo sexo mais frequentemente entre casados e solteiros

Se no geral o número de relações sexuais diminuiu, como fica a estatística se comparar solteiros com casados ? Ter um parceiro fixo significa que está fazendo sexo  mais vezes no final das contas? De acordo com o mesmo estudo, publicado no "Archives of Sexual Behavior", não é bem assim. 

Seja solteiro ou comprometido, houve também uma queda em números gerais ao longo dos anos. Enquanto nos anos 90 a média de vezes em que pessoas casadas faziam sexo era 73 ao ano, em 2014, a média ficou em 55.

Os solteiros levam uma pequena vantagem. De acordo com a pesquisa, a média de vezes por ano em que as pessoas não comprometidas fizeram sexo entre 2010 e 2014 ficou em 59.

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Por que as pessoas fazem menos sexo?

Apesar de não terem chegado a conclusões sobre o que motivou a queda na quantidade das relações sexuais, os pesquisadores responsáveis pelo estudo levantaram algumas hipóteses interessantes onde até a Netflix leva culpa. De acordo com eles, atualmente as pessoas têm outras “opções prazerosas” ao dispor, e podem estar trocando tempo debaixo dos lençóis por redes sociais e séries ou filmes.

Outro fator apontado com possível culpado pelo fenômeno é a maior disponibilidade de conteúdo pornográfico gratuito. O consumo, que cresce cada vez mais, é classificado primordialmente como uma “prática solitária” e pode estar “substituindo” o sexo em si.

Com isso, o pesquisador responsável pelo estudo, Jean Twenge, questiona: “As pessoas estão menos felizes e, consequentemente, fazem menos sexo, ou estão fazendo menos sexo e, consequentemente, estão menos felizes?”.

Outros estudos afirmam que, como sexo e afeto andam juntos  e o carinho está ligado à satisfação pessoal, a prática acaba trazendo felicidade. “Sabemos que a frequência sexual está ligada à satisfação conjugal, então, em geral, se você tem menos pessoas fazendo sexo, você pode ter pessoas que estão menos felizes e menos satisfeitas com aquela relação”, afirma Twenge.

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