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Diferença em relação aos homens também pode ser motivada por questões socioculturais, além da anatomia, afirmam especialistas em sexualidade

É fato: mulheres têm menos orgasmo que os homens . E isso independentemente da orientação sexual, já que, mesmo com mulheres homossexuais tendo mais prazer que as heterossexuais, os homens também gozam mais que as lésbicas, indicam estudos. Mas por que isso acontece?

Especialistas creem que a dificuldade em chegar a um orgasmo não é um problema, mas apenas uma questão anatômica
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Especialistas creem que a dificuldade em chegar a um orgasmo não é um problema, mas apenas uma questão anatômica

De acordo com David Frederick, especialista na sexualidade humana e professor de psicologia na Chapman University, na Califórnia, a diferença em relação ao orgasmo pode ser motivada por questões socioculturais ou evolucionárias. “As mulheres são mais insatisfeitas com o corpo do que os homens, e isso interfere na vida sexual. Isso pode prejudicar porque a pessoa fica mais focada nestes probleminhas do que na relação”, afirma em entrevista ao site da "CNN".

“Uma coisa que nós sabemos é que, em muitos casais, há uma diferença em relação ao desejo: uma pessoa acaba querendo sexo com mais frequência do que a outra. Em casais heterossexuais, normalmente é o homem quem quer mais”, diz David. Isso pode fazer com que as mulheres acabem aceitando transar mesmo não estando no clima, dificultando o alcance do prazer máximo.

O especialista também não deixa de citar que, em pleno século XXI, ainda é um tabu falar sobre sexualidade feminina. Além disso, as mulheres acabam iniciando a vida sexual mais tarde que os homens.

Anatomia

A excitação para o homem também é importante biologicamente falando, já que, para ejacular, é necessário chegar ao ápice da relação. Entretanto, ainda não se sabe se para a mulher ela é, em termos reprodutivos, necessária. “Provavelmente, há milhões de ano, ela já foi. Uma teoria é a de que, em nossos ancestrais, o prazer ocorria com mais facilidade nas mulheres porque sua função seria promover a ovulação. Isto acontece, de fato, em vários animais”, conta o especialista. Assim que o ciclo menstrual teve início, a relação parou de existir.

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Já Elisabeth Lloyd, professora de biologia e filosofia na Universidade de Indiana, explica que algumas mulheres podem ser anatomicamente predispostas ao orgasmo regular. Uma distância mais curta entre o clitóris e a abertura por onde sai a urina pode aumentar as chances de se chegar ao ápice da relação, segundo um estudo publicado em 2011. “Se é abaixo de 2 centímetros, ela provavelmente vai conseguir.”

Não é culpa de ninguém

Os resultados encontrados por Elisabeth e um professor da Universidade Emory, na Georgia, foram confirmados a partir de testes. Isso quer dizer que, se uma mulher não consegue ser estimulada a partir de relações sexuais não é culpa de ninguém, nem dela e nem do parceiro. “Provavelmente tem a ver com sua anatomia”, afirma a especialista.

Mas isso não significa que a mulher nunca vá conseguir chegar a um orgasmo. Elisabeth recomenda que o clitóris seja estimulado manualmente durante o sexo  para que isso possa acontecer.

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