máscara
Pixabay/Reprodução
Conforto deve ser prioridade ao escolher a máscara

reabertura gradual de parques e academias esportivas já é uma realidade no país. A realização de atividades físicas com o uso de máscaras - que seguem recomendadas em qualquer situação - porém, pode causar estranhamento e algum desconforto na hora do treino. Para amenizar o problema, alguns cuidados com a escolha do modelo da máscara  são essenciais.


De acordo com a cardiologista Renata Castro, especialista em medicina esportiva, a preferência deve ser dos modelos que não dificultam a respiração. Além disso, é importante reparar no ajuste do equipamento em cada rosto. Confira as sugestões da profissional de saúde. 

  • Evite as máscaras de modelo  N-95. Frequentemente utilizadas em hospitais, elas dificultam muito a passagem do ar e têm vedação muito ajustada.
  • Repare no tecido. Entre as máscaras de pano, o algodão é o mais indicado por permitir a respiração sem esforço. Além disso, modelos descartáveis de não-tecido (TNT) podem ser uma boa opção. Observe a impermeabilidade, conforto e relação de cada um com a sua pele.
  • Faça o teste! Segundo Renata Castro, uma orientação válida é usar a máscara por um curto período dentro de casa e observar se ela causa algum desconforto. Se não for confortável em repouso, também não será durante os exercícios físicos. 
  • É importante reparar se a máscara pode sair do lugar após um movimento mais intenso durante o treino. Se ela deixar de cobrir o queixo ou o nariz, não é o modelo mais indicado.  

Entre os modelos de pano , existe ainda a diferença de ajuste para cada tamanho e formato de rosto. Na hora de escolher, não há regra: o melhor modelo é aquele com o qual você se sente mais confortável e seguro. Modelos com elástico que prendem em cada orelha e o tipo “ ninja ” com uma única tira de tecido que passa por trás da cabeça, são alguns dos mais populares. 

As máscaras, que podem ser feitas em casa , também devem seguir as novas recomendações da Organização Mundial de Saúde, que propõe três camadas para o equipamento de proteção individual, sendo o externo impermeável e a camada mais próxima da pele de um tecido absorvente.

Vale lembrar que não existe nenhuma comprovação científica de que o uso da máscara na execução do treinamento aeróbico vá causar algum dano à saúde das pessoas . “O que pode acontecer é um incômodo, por haver resistência na hora de respirar. Mas problemas diretamente relacionados, eu acredito que não existam”, afirma o presidente da Associação dos Professores de Educação Física do Estado do Rio de Janeiro (Apef-Rio), Guilherme Silva Amaral, em conversa com a Agência Brasil.

Além disso, os profissionais de saúde alertam para - durante atividades que promovem a transpiração - a necessidade troca a cada duas horas ou sempre que o tecido ficar úmido, conforme recomenda o Ministério da Saúde. 

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