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Além de fazer parte de muitas dietas, a ideia de cortar calorias também reflete na pele; veja os detalhes do novo estudo

Quem faz dieta já está acostumado com a ideia de cortar calorias, e isso pode ser feito das mais diversas formas. As dietas mais radicais - e apontadas até como perigosas - restringem o consumo de grupos de alimentos, como carboidratos (dieta low carb) e gorduras (dieta low fat). Outras linhas defendem que o ideal é deixar de lado industrializados e apostar em uma alimentação mais natural. Só essa mudança já resultaria em menos calorias consumidas ao longo do dia e em redução do peso na balança. 

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Segundo pesquisa, cortar calorias ajuda a diminuir o metabolismo e a combater o estresse oxidativo e, com isso, diminui os efeitos da idade
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Segundo pesquisa, cortar calorias ajuda a diminuir o metabolismo e a combater o estresse oxidativo e, com isso, diminui os efeitos da idade


Agora, segundo informações do jornal britânico "Daily Mail", um grupo de cientistas do Pennington Biomedical Research descobriu que o ato de cortar calorias pode não ajudar apenas a emagrecer, mas também a rejuvenescer e a ter uma pele melhor.

15% a menos de calorias por dia

Já tinham sido feito pesquisas anteriores em animais que mostraram que a redução das calorias ajuda a manter a temperatura do corpo mais baixa e a diminuir o metabolismo. Com isso, haveria uma menor oxidação no organismo - problema ligado ao aumento do risco de doenças como câncer, diabetes e reumatismos. 

De acordo com o jornais, os pesquisadores norte-americanos foram os primeiros a realizar testes em humanos e eles apontam que diminuir em 15% as calorias diárias leva a perda de peso e à benefícios semelhantes aos anteriormente apontados em animais. 

Para isso, eles acompanharam por dois anos um grupo de 53 pessoas entre 21 e 50 anos. Eles não eram obesos e cortaram as calorias ingeridas por dia em 15%. Depois desse período, eles havia perdido cerca de 9 kg e, o mais importante, tinham menos sinais de oxidação no organismo e o metabolismo estava mais lento. 

Mudanças no metabolismo

Um ponto dessas pesquisas pode soar estranho. Geralmente é comum dizer que o  metabolismo acelerado é que contribui para a perda de peso, já que já uma maior queima de gordura. Entretanto, os pesquisadores lembram que, conforme envelhecemos, o corpo converte alimento em energia de maneira mais lenta. Por isso que por volta dos 30 anos já começa a ficar mais difícil emagrecer e é comum perder tônus muscular. Ao desacelerar o metabolismo, esses efeitos do envelhecimento podem ser atenuados. 

Combate aos radicais livres

O jornal ainda cita que o metabolismo mais acelerado também eleva os níveis de estresse no corpo, que precisa trabalhar mais para converter alimento em energia. Isso gera a liberação de radicais livres e causa o que é conhecido como estresse oxidativo. 

Ao mesmo tempo, o corpo tenta combater esses radicais livres, só que com o passar do tempo, essa função também fica menos eficiente, ou seja, sobram mais radicais livres que agentes "combatentes". Por isso várias dietas anti-idade abusam os alimentos que contém antioxidantes, como vegetais, castanhas e alguns peixes. 

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Mas além do ajuste no que comer, para combater os efeitos da idade e ter uma pele mais saudável, por exemplo, os pesquisadores dos Estados Unidos voltam a defender a ideia de cortar calorias de um modo geral. Como essa prática vai diminuir o metabolismo, já vai também reduzir o estresse oxidativo e seus males. Eles afirmam que ainda é preciso mais estudos, mas já caminhos que mostraram que essa prática pode ajudar até a viver mais. 

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