Força feminina transforma a indústria artesanal de chocolate

Mulheres representam 60% dos colaboradores da Kopenhagen e da Brasil Cacau em Extrema (MG) e atuam da logística ao desenvolvimento de produtos

Mulheres são maioria em fábrica
Foto: Rodrigo T. Ribeiro
Mulheres são maioria em fábrica

Por trás de cada chocolate, existe uma combinação de ingredientes, conhecimento técnico e dedicação . No Sul de Minas Gerais, uma visita do iG aos bastidores da fábrica da Kopenhagen e da Brasil Cacau, em Extrema (MG), revelou a força feminina que ajuda a transformar o cuidado com o chocolate artesanal em uma produção de grande escala.

Na unidade, as mulheres representam 60% dos mais de mil colaboradores . Elas estão presentes em diferentes etapas da operação, desde a logística e a condução de empilhadeiras até a liderança de equipes e o desenvolvimento de novos produtos.

A experiência mostrou que, mesmo em uma indústria com grande capacidade de produção, o olhar atento aos detalhes, a criatividade e o trabalho humano continuam sendo fundamentais para transformar ingredientes em chocolates que chegam aos consumidores.

Mulheres que transformam a indústria do chocolate

As histórias das profissionais da fábrica revelam diferentes caminhos de crescimento e protagonismo. Érica Cabral, operadora de empilhadeira, foi a única mulher entre 49 profissionais em um treinamento e hoje inspira colegas na área de logística.

Fabrica de Chocolate
Foto: Rodrigo T. Ribeiro
Fabrica de Chocolate

Cristina Maria do Nascimento também construiu uma trajetória de ascensão profissional. Ela começou como temporária durante a Páscoa e, após 14 anos, tornou-se coordenadora de produção .

Já Sofia Morari atua no laboratório de desenvolvimento, onde participa da criação de novos recheios e produtos. Seu trabalho une criatividade, experimentação e conhecimento técnico para transformar ideias em novidades.

Costumo dizer que sou a fada madrinha do marketing, pois eles idealizam os produtos e eu os crio
Sofia Morari 

Iniciativa incentiva mulheres a conquistar posições de liderança

A presença feminina na fábrica faz parte de uma estratégia mais ampla de diversidade e inclusão da Nestlé. Entre as iniciativas está o Programa Empoderadas, criado em 2019 para incentivar o desenvolvimento profissional de mulheres de áreas técnicas e prepará-las para assumir posições de liderança em fábricas e centros de distribuição.

Segundo dados divulgados pela companhia, aproximadamente 300 colaboradoras já foram impactadas pelo programa. A iniciativa registra 90% de retenção de talentos, 75% de aderência aos planos de desenvolvimento individual e movimentação de carreira para 65% das participantes.

Entre 2020 e 2025, o programa contribuiu para que 200 mulheres assumissem posições de liderança na empresa, inclusive em áreas como Supply Chain e Finanças.

Mais espaço para mulheres na indústria

De acordo com os dados divulgados pela Nestlé em março de 2026, as mulheres representam 45% da força de trabalho da companhia no Brasil e ocupam 46% dos cargos de liderança. Nas operações industriais, são mais de 4.100 profissionais, equivalentes a 41% do total.

Para Martha Uribe, vice-presidente de Gestão de Pessoas da Nestlé Brasil, ampliar oportunidades e reduzir barreiras é parte do compromisso da companhia com a diversidade.

A visita do iG Receitas mostrou que, por trás da produção de chocolate artesanal em grande escala, existe uma rede de profissionais que combina técnica, criatividade e dedicação. São mulheres que ocupam diferentes espaços, desenvolvem novos sabores e ajudam a transformar a indústria alimentícia, provando que a força feminina está presente em cada etapa dessa história.