
Com a mudança de estação, não são apenas as temperaturas que começam a subir. A rotina de cuidados com a pele e os cabelos também pode precisar de ajustes.
Na primavera, o aumento do calor, da transpiração e da exposição solar pode favorecer ressecamento, oleosidade, coceira e outros incômodos.
Entre as condições que merecem atenção está a dermatite atópica. Variações de temperatura, suor, tecidos e outros fatores externos podem contribuir para o surgimento ou agravamento dos sintomas em pessoas predispostas.
Banhos demorados, excesso de sabonete e até situações de estresse também podem prejudicar a barreira de proteção da pele.
A hidratação continua sendo um dos principais cuidados para quem apresenta ressecamento ou dermatite. A recomendação é optar por banhos curtos e mornos e utilizar produtos de limpeza suaves, evitando aqueles que possam retirar a proteção natural da pele. O tratamento deve ser orientado de acordo com as características e necessidades de cada pessoa.
Com a maior presença do sol ao longo dos dias, a proteção solar também deve fazer parte da rotina. A dermatologista Dra. Débora Cardial, da Clínica Terra Cardial e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), destaca que o cuidado não deve ser deixado de lado mesmo em dias sem sol aparente.
“Mesmo com o tempo nublado ou chuvoso, a proteção solar deve fazer parte da rotina. Também é importante escolher produtos de acordo com as características de cada pele. O skincare que funciona para uma pessoa pode não ser a melhor opção para outra”, explica Dra. Débora.
No couro cabeludo, o calor pode provocar mudanças perceptíveis. A transpiração e as temperaturas mais altas podem aumentar a oleosidade, além de favorecer coceira e descamação em algumas pessoas. Por isso, a frequência das lavagens deve considerar o tipo de fio, as características do couro cabeludo e a rotina de cada indivíduo.
Outro problema que pode chamar atenção nessa época é a dermatite seborreica, uma inflamação que pode causar caspa, vermelhidão e coceira.
O quadro costuma atingir regiões como couro cabeludo, face e orelhas, e fatores como estresse, oleosidade e alterações de temperatura podem contribuir para sua piora em quem já apresenta predisposição.
A higienização, segundo orientações da SBD, deve concentrar a aplicação do xampu no couro cabeludo, com uma massagem suave. O produto pode permanecer na região por alguns minutos antes do enxágue, enquanto a espuma percorre os fios e auxilia na remoção dos resíduos.
Não existe uma regra única para a frequência de lavagem. Um couro cabeludo oleoso tende a ficar ainda mais oleoso quando passa muito tempo sem higienização, enquanto lavagens excessivas podem ressecar fios que já são secos. Por isso, a individualização é fundamental Dra. Débora Cardial
Assim, a chegada da primavera não exige abandonar os hábitos adotados nos meses mais frios, mas adequá-los ao novo cenário. Mudanças persistentes na pele ou no couro cabeludo devem ser avaliadas por um dermatologista, que poderá indicar os cuidados mais apropriados para cada caso.