Evolução do lifting facial: reposicionar os músculos tem melhores resultados
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Evolução do lifting facial: reposicionar os músculos tem melhores resultados

O desejo de recuperar a definição do rosto tem levado mais mulheres aos consultórios de cirurgia plástica. A procura pelo lifting facial, também conhecido como ritidoplastia, tem crescido inclusive entre pacientes mais jovens, que buscam corrigir sinais de flacidez que já não respondem da mesma forma aos tratamentos estéticos.

A cirurgia ganhou ainda mais visibilidade após personalidades como Monique Evans, Kris Jenner e Lindsay Lohan aparecerem com mudanças no rosto.

Aos 70 anos, Monique Evans compartilhou o resultado de um minilifting nas redes sociais. Kris Jenner, por sua vez, também confirmou ter realizado uma nova cirurgia facial.

Apesar da exposição de celebridades contribuir para o interesse pelo procedimento, a decisão de fazer um lifting não deve partir apenas da idade ou da observação de resultados vistos na internet. A indicação depende das características de cada paciente, do grau de envelhecimento facial e das condições de saúde.

Segundo a cirurgiã plástica Larissa Sumodjo, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), a faixa etária das pacientes que procuram a cirurgia também mudou.

Há alguns anos, víamos uma procura maior entre mulheres acima dos 60. Hoje, muitas pacientes chegam a partir dos 45 ou 50 anos, quando percebem que os cosméticos, os bioestimuladores de colágeno e outras tecnologias já não conseguem tratar completamente a perda de sustentação Larissa Sumodjo


Idade não é o principal critério

Não há uma faixa etária obrigatória para a realização do lifting. A avaliação considera fatores como quantidade de flacidez, qualidade da pele, estrutura facial, expectativas e estado geral de saúde.

"O tratamento precisa ser individualizado. Duas pessoas da mesma idade podem apresentar níveis muito diferentes de flacidez e precisar de abordagens completamente distintas", afirma a médica. 

Quando os tratamentos estéticos deixam de ser suficientes

Lasers, radiofrequência, ultrassom, bioestimuladores de colágeno e cosméticos podem contribuir para a qualidade da pele e para a manutenção da firmeza. No entanto, quando há excesso de pele e queda significativa dos tecidos, a cirurgia passa a ter uma função diferente.

O lifting atua justamente quando é necessário reposicionar estruturas mais profundas e retirar o excesso de pele. Os procedimentos não cirúrgicos podem complementar o resultado, mas têm outra indicação"  Larissa Sumodjo


A cirurgia pode variar de acordo com o rosto

O lifting não segue necessariamente um modelo único. A estratégia utilizada pelo cirurgião é definida a partir das características de cada paciente e pode envolver diferentes planos de atuação e formas de reposicionar os tecidos.

"A técnica não deve ser padronizada. O objetivo é tratar tanto as estruturas profundas quanto a pele, respeitando as características e as necessidades de cada rosto", explica Larissa.

Minilifting tem indicações específicas

Uma cirurgia menor não significa que ela seja adequada para qualquer grau de flacidez. O minilifting costuma ser considerado em situações nas quais as alterações ainda são mais discretas e a pele mantém determinadas condições de firmeza.

"Quando existe uma flacidez maior, podem ser necessários descolamentos mais amplos e uma cirurgia mais extensa para alcançarmos um resultado satisfatório", orienta.

Naturalidade depende da forma como os tecidos são tratados

Um dos principais receios de quem considera o procedimento é terminar com uma aparência artificial ou excessivamente esticada. De acordo com a especialista, as técnicas utilizadas atualmente buscam atuar também sobre estruturas mais profundas, e não apenas retirar ou tracionar a pele.

A pele também precisa ser tracionada, porque existe flacidez, mas isso não pode ser feito em excesso. É necessário ter delicadeza para melhorar o contorno sem criar uma aparência repuxada ou retirar a identidade da paciente Larissa Sumodjo


Pós-operatório não termina na primeira semana

O período de recuperação também precisa entrar no planejamento antes da cirurgia. O inchaço tende a ser mais intenso nos primeiros dias, especialmente entre o segundo e o quarto dia, e começa a regredir gradualmente depois disso.

Mesmo após sete a dez dias, porém, o rosto ainda pode apresentar alterações. Durante o primeiro mês, o formato continua passando por mudanças, enquanto a evolução do resultado pode se estender por até seis meses.

"O retorno às atividades depende da extensão da cirurgia, da resposta individual e do tipo de trabalho da paciente. Como o rosto fica exposto, algumas pessoas precisam de mais tempo para se sentirem confortáveis socialmente", explica.

Expectativa precisa ser discutida antes da operação

A consulta que antecede o procedimento é uma das etapas mais importantes para definir o que pode ou não ser alcançado. Além da qualificação do profissional, a paciente deve receber informações sobre técnica, possíveis cicatrizes, riscos, afastamento das atividades e cuidados necessários após a cirurgia.

"Existe algum grau de previsibilidade, mas cada organismo reage de uma forma. Há pacientes que desincham rapidamente e outras que retêm mais líquido. Por isso, é fundamental entender que o resultado não é imediato e que a recuperação também faz parte da cirurgia", conclui Larissa.

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