Brasileiras ainda desconhecem sinais do câncer de mama
Reprodução/freepik
Brasileiras ainda desconhecem sinais do câncer de mama

Encontrar uma alteração na mama costuma ser motivo de apreensão para muitas mulheres. Um caroço inesperado, um cisto identificado em exames ou até mesmo uma dor persistente podem despertar o receio de um diagnóstico de câncer.

No entanto, especialistas alertam que nem toda mudança encontrada na região está associada à doença.

A preocupação, porém, não deve ser ignorada. Dados da estimativa mais recente do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que o Brasil deverá registrar cerca de 78,6 mil novos casos de câncer de mama por ano entre 2026 e 2028.

Por isso, a avaliação médica continua sendo fundamental para diferenciar situações benignas de quadros que exigem tratamento.

Caroço nem sempre é sinal de câncer

A presença de um nódulo ou cisto costuma causar preocupação imediata, mas as duas alterações têm características distintas. Enquanto os cistos são preenchidos por líquido e geralmente não oferecem riscos, os nódulos são estruturas sólidas que precisam ser investigadas.

"A maioria dos cistos não representa risco de câncer, mas os nódulos precisam ser avaliados por exames de imagem e, em alguns casos, por biópsia", explica o cirurgião oncológico e mastologista Dr. Caetano Cardial.

Alterações também podem surgir em mulheres jovens

Existe a falsa ideia de que problemas mamários aparecem apenas com o avanço da idade.

Segundo o médico, lesões benignas são frequentes em mulheres mais jovens, como o fibroadenoma, um dos tumores benignos mais comuns nessa faixa etária.

"Não existe uma idade específica para o aparecimento de nódulos. Quando necessário, realizamos exames complementares para definir o diagnóstico com segurança", afirma.

Dor isolada raramente está ligada à doença

Outro receio frequente é associar qualquer desconforto na mama a um problema grave. Na prática, a dor costuma estar relacionada a oscilações hormonais e, na maioria das vezes, não indica câncer.

"A presença de dor isolada costuma estar associada a causas benignas, mas sintomas persistentes devem ser avaliados por um especialista", orienta.

Algumas lesões podem regredir sozinhas

Nem toda alteração encontrada permanecerá da mesma forma ao longo do tempo. Dependendo da origem e das características da lesão, é possível que ela diminua de tamanho ou desapareça espontaneamente, especialmente no caso de determinados  cistos e nódulos benignos.

Cirurgia não é regra para todos os casos

A retirada cirúrgica costuma ser indicada apenas em situações específicas, como crescimento da lesão, dor contínua, dúvida diagnóstica ou confirmação de câncer. Quando os exames demonstram características benignas, o acompanhamento periódico geralmente é suficiente.

"A cirurgia para retirada de cistos ou nódulos consiste na remoção da lesão por meio de uma pequena incisão, geralmente preservando o tecido saudável ao redor. O material é encaminhado para análise laboratorial, que confirma o diagnóstico. No entanto, nem todos os cistos ou nódulos exigem cirurgia: muitos podem ser apenas monitorados ou, no caso dos cistos, drenados quando necessário", conclui Dr. Caetano.

    Compartilhar
    Comentários
    Clique aqui e deixe seu comentário!

    Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

    Mais Recentes