
Alterações no clima ao longo do ano costumam refletir diretamente na saúde dos cabelos, e o período atual não é diferente. Temperaturas mais amenas, ar seco e ventos frequentes passam a interferir no aspecto e no comportamento dos fios, exigindo mudanças nos cuidados diários.
Segundo Vanessa Cardozo, gerente educacional da Donatti, essas transformações vão além da percepção.
"É fato. A transição para o outono altera diretamente a saúde e o comportamento dos fios. Não é apenas uma impressão; o cabelo reage tanto às mudanças climáticas externas quanto às alterações biológicas do nosso corpo”, explica.
Entre os principais fatores está a queda na umidade do ar, que favorece o ressecamento e o frizz. A menor exposição ao sol também pode influenciar o ciclo capilar.
“Com a menor incidência de luz solar, há uma alteração na produção de melatonina, o que pode acelerar a fase de queda. É comum notar mais fios no pente e no banho nesta época”, destaca.
Hábitos cotidianos também pesam nesse cenário. Banhos mais quentes, comuns em dias frios, podem agravar os danos.
“A água quente é um dos maiores vilões da saúde capilar nesta estação. Ela remove a barreira lipídica natural que protege o fio e força a abertura das cutículas, facilitando a perda de água e nutrientes”, afirma.
Os efeitos variam conforme o tipo de cabelo. Fios cacheados e crespos tendem a sofrer mais com a falta de hidratação, enquanto lisos e ondulados podem apresentar raiz oleosa e pontas secas.
Além disso, práticas como dormir com os cabelos úmidos ou manter a mesma rotina do verão podem intensificar os problemas. Ainda de acordo com a especialista, a adaptação não acontece automaticamente.
“Sem intervenção específica, o fio pode levar de 15 a 30 dias para apresentar uma estabilidade após a mudança climática. O ideal é ajustar o protocolo de cuidados para acelerar esse processo e recuperar a saúde da fibra”, finaliza.